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Chávez desiste de construir Gasoduto do Sul

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enterrou ontem um de seus mais caros projetos de integração sul-americana, a construção do Grande Gasoduto do Sul, como costumava se referir ao duto que conectaria jazidas venezuelanas, bolivianas e peruanas aos mercados consumidores do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Chile. Ao falar com a imprensa, Chávez reconheceu que o projeto de gasoduto não teria um alcance tão longo quanto na idéia original e as negociações com o Brasil tomaram outro rumo.

Agência Estado |

As propostas em discussão, neste momento, são a construção de plantas de regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL), que seria transportado em navios da Venezuela para o Brasil, e a construção de um pólo gasoquímico.

"Temos de construir pólos de desenvolvimento. É o projeto de (Simon) Bolívar", afirmou. Para o encontro com o presidente Lula, Chávez afirmou ter trazido um documento sobre a "ativação" do Banco do Sul, o projeto de banco sul-americano de fomento.

É mais uma idéia do presidente venezuelano que se perdeu no processo de negociação, ainda em aberto. "É uma proposta que a Venezuela vem fazendo há quase uma década", afirmou. "O Banco do Sul será um instrumento para assegurar o desenvolvimento dos nossos povos e para nos desengancharmos, definitivamente, do nefasto sistema neoliberal que está acabando com o mundo."

A Petrobrás e a Petróleos de Venezuela (PDVSA) firmaram ontem um termo de compromisso para a conclusão dos contratos de suprimento de petróleo que são necessários para a formalização de sua parceria na refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, esses documentos serão concluídos até o fim do ano.

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, informou que o estatuto social e o acordo de acionistas já foram concluídos. Os contratos de suprimento estão incompletos porque ainda está em debate a fórmula de preços dos derivados a serem produzidos e os volumes de petróleo a serem fornecidos pela Petrobrás e pela PDVSA.

A discussão dessa parceria dura quase dois anos. A Petrobrás terá o controle acionário da refinaria, com 60% das ações. A PDVSA deterá os 40% restantes. Em dezembro, a Petrobrás decidiu manter o projeto, mas abortar sua contrapartida na Venezuela - a sociedade com a PDVSA na exploração de blocos petrolíferos na faixa do Rio Orinoco, projeto no qual teria 40% das ações. Segundo Gabrielli, a Petrobrás só vai participar de licitações para atuar como prestadora de serviços.

Diante dos presidentes Lula e Chávez, foi assinado o projeto de construção de uma siderúrgica na Venezuela, com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas ao ano, pela empresa brasileira Andrade Gutierrez.

A Caixa Econômica Federal se comprometeu a cooperar com o Banco Nacional da Moradia e Habitação nos setores da construção de casas populares e de financiamento das obras. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial apresentou aos presidentes o resultado da segunda etapa da cooperação com a Venezuela na montagem de plantas produtivas, especialmente nas áreas de embalagens, refrigeração de alimentos e derivados de petróleo.

Animado com a parceria da Embrapa com organismos venezuelanos para a produção de sementes de soja, Lula afirmou que, entre janeiro e fevereiro de 2009, deverá estar presente à primeira colheita do grão na Venezuela. Chávez e Lula assistiram à assinatura de um acordo que prevê o aumento das rotas e das freqüências de vôos entre Brasil e Venezuela.

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