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Chávez, da Venezuela, acusa imprensa de "pornografia"

Após publicação de fotos de corpos em um necrotério, presidente proibe imagens de violência

EFE |

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que "o país exige respeito" diante do que qualificou de "pornografia" da imprensa privada local, depois de uma corte ter ordenado a proibição de publicar fotos de violência ou sangue. Durante um conselho de ministros, Chávez mostrou a primeira página do jornal estatal "Correo del Orinoco", que publicou informações referente aos protestos dos médicos que trabalham no necrotério de Caracas com a publicação em dois diários privados de uma foto de cadáveres em uma de suas salas. "O país pede respeito", expressou o líder, ao apoiar as queixas dos funcionários do Necrotério de Bello Monte, o único de Caracas, organismo que centrou a opinião pública colombiana desde a sexta-feira passada, quando o jornal "El Nacional" publicou a foto.

A fotografia, que mostra corpos seminus ou totalmente nus, ensanguentados e amontoados nas mesas do necrotério, foi publicada na sexta-feira pelo "El Nacional" e na segunda-feira pelo "Tal Cual", ambos muito críticos do Governo. Um tribunal de Caracas proibiu ontem os dois jornais de publicarem fotos de violência ou de eventos sangrentos e ordenou que todos os demais meios de comunicação do país parem de reproduzir imagens desse tipo. A medida se estenderá durante um mês, tempo durante o qual o tribunal investigará uma denúncia contra o "El Nacional" e o "Tal Cual" apresentada pela Defensoria Pública, que alegou que a publicação da foto do necrotério afetava crianças e adolescentes. A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) qualificou hoje a proibição de "ampla e imprecisa demais" e demonstrou inquietação diante da possibilidade de a norma levar à censura ou à autocensura.

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