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Caracas, 8 mar (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, deu hoje duas semanas para a multinacional Coca-Cola Femsa, controlada por capital mexicano, desalojar terrenos no oeste de Caracas onde a companhia estaciona os caminhões distribuidores de bebidas.

"Eu peço que se vão já (...). Hoje é 8 de março. Dou duas semanas à empresa Coca-Cola para que, de forma voluntária, desaloje o terreno", afirmou Chávez no rádio e televisão "Alô Presidente", que vai ao ar aos domingos.

O líder afirmou que espera "que, em breve", a Prefeitura do Municipio Libertador, presidida pelo aliado do Governo Jorge Rodríguez, chegue a uma decisão que permita "recuperar" esse terreno e utilizá-lo para construir casas "para o povo".

O caso do estacionamento da Coca-Cola, situado no bairro popular de Gramoven, oeste de Caracas, é um dos "muitos" exemplos vivos das "violações do Estado burguês capitalista", ressaltou Chávez.

Esse Estado "favoreceu e segue ainda, em boa medida, favorecendo o poderoso, neste caso uma transnacional que se dá ao luxo (...) de ter um hectare de terra plana, sólida, e os pobres" ficam em uma colina pobre, disse Chávez.

No mesmo programa, Chávez afirmou que "a cada dia" pisará "mais no acelerador" na transição rumo ao socialismo, e pediu "ajuda e apoio" aos aliados.

Ele afirmou que a "oligarquia", como qualifica a oposição venezuelana, em sua suposta tentativa de "frear a 'revolução'", iniciou uma "guerra psicológica" sustentada na "mentira" de que o país "está dividido em duas grande metades", e, com essa tese, quer "obrigar" o Governo a "dialogar, a pactuar".

"Esta revolução já recebeu seu impulso, nada poderá detê-la. O que toca a nós é dar a ela uma direção correta, que é o socialismo", acrescentou o chefe do Estado. EFE gf/db

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