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Chávez confirma pacto com Rússia para desenvolver energia nuclear

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou que a Rússia vai ajudar a Venezuela a desenvolver um programa de energia nuclear. O acordo pode aumentar a preocupação dos Estados Unidos sobre a colaboração cada vez mais próxima entre os dois países.

Agência Estado |

Chávez disse que aceitou a oferta do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, para receber assistência na construção de um reator atômico na Venezuela.

"A Rússia está pronta para apoiar a Venezuela no desenvolvimento da energia nuclear e já temos uma comissão trabalhando no projeto", afirmou Chávez durante um comício em Caracas na noite de domingo. "Estamos interessados em desenvolver energia nuclear com fins pacíficos." O presidente garantiu que o reator teria fins médicos e de produção de energia e usou os programas nucleares do Brasil e da Argentina como referência.

"O Brasil tem vários reatores nucleares, assim como a Argentina. Nós teremos o nosso e já há uma comissão trabalhando para isso", disse Chávez durante o comício. Segundo Chávez, os EUA e a União Européia não têm o direito de proibir os países em desenvolvimento de buscar tecnologia nuclear. Ele defende o programa iraniano de enriquecimento de urânio e já afirmou que gostaria de trabalhar com Teerã em projetos de pesquisa sobre energia nuclear. Antes de aceitar a oferta russa, Chávez havia expressado interesse em adquirir um reator nuclear da Argentina.

Na semana passada, Putin disse que Moscou estava disposto a cooperar com Caracas no desenvolvimento de energia nuclear, sem dar detalhes sobre como seria a parceria com o país latino-americano. O anúncio foi feito durante visita de Chávez à Rússia, na qual ele recebeu do Kremlin um crédito de US$ 1 bilhão para estimular a cooperação militar entre os dois países.

A Venezuela é o principal cliente da indústria bélica russa na América Latina e, desde 2005, assinou com Moscou 12 contratos de compra de armas estimados em US$ 4,4 bilhões. Nos últimos anos, Chávez comprou 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30 MK2, 50 helicópteros de vários tipos e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103.

Os vínculos entre Rússia e Venezuela foram estreitados no início do mês, quando os dois países anunciaram exercícios militares conjuntos no Caribe em novembro. A ação marca a retomada da presença militar da Rússia na região pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria. A medida foi anunciada em resposta ao crescente número de navios de guerra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Mar Negro após o conflito entre Rússia e Geórgia, em agosto.

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