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Chanceler alemã propõe criação de conselho econômico internacional

Paris, 8 jan (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje a criação de uma nova arquitetura institucional para fazer frente à crise financeira, com a criação de conselho econômico internacional, semelhante ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

EFE |

Segundo a chanceler, é possível que, à margem do Conselho de Segurança da ONU, "haja igualmente um conselho econômico", que seria responsável por fixar uma nova regulamentação dos mercados e adaptar a arquitetura institucional às necessidades e aos desafios do século XXI.

Merkel lançou esta proposta na cerimônia de inauguração de uma conferência internacional "Novo Mundo, Novo Capitalismo", co-presidida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, e centrada na busca de fórmulas para reformar o sistema capitalista atual.

A chanceler alemã defendeu uma mudança nas instituições e se perguntou por que não pode haver "uma carta para uma economia razoável a longo prazo", assim como existe uma carta de direitos humanos.

Segundo Merkel, à margem das instituições internacionais, cada Governo deve incentivar os mercados financeiros a não assumir muitos riscos e a controlar seus orçamentos.

A crise afeta todos, prosseguiu, e "nenhum país pode agir sozinho" para fazer frente a suas conseqüências.

Os mais atingidos, incluindo a Alemanha, estão acumulando "montanhas de dívida" como única alternativa possível, na sua opinião, para lutar contra os desequilíbrios gerados por esta crise.

Na cerimônia de inauguração do fórum, também discursaram Tony Blair e Nicolas Sarkozy, ambos a favor de uma nova forma de capitalismo, baseado em valores como o trabalho e o espírito de empresa.

A conferência conta com a participação também de importantes personalidades da política e da economia mundial, como o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

O encontro, que terminará amanhã, ocorre em três mesas-redondas: Os valores do novo capitalismo, Mundialização e justiça social?, e Como se pode regular o capitalismo?. EFE pi/an

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