Berlim, 13 out (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou hoje o plano de resgate promovido por seu Governo para os bancos de primeira pedra de uma nova ordem nos mercados financeiros, cuja finalidade é proteger o cidadão, não os interesses dos banqueiros, afirmou.

O objetivo do programa é "estabilizar o sistema financeiro", para o qual após esta primeira pedra deverá vir uma segunda em nível internacional, consistente em melhorar os controles sobre o mercado, aumentando o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) na supervisão dos bancos, disse Merkel.

O Governo de Berlim aprovou hoje um pacote de resgate dos bancos nacionais que terá um volume total de até 500 bilhões de euros, o maior programa de ajuda desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Desse total, 400 bilhões de euros serão garantias públicas aos créditos interbancários, e outros 80 bilhões serão para ajudas diretas aos bancos. O destino dos 20 bilhões restantes não foi informado.

Seguindo o plano estipulado pelos líderes do Eurogrupo, em Paris, as garantias estatais alemãs terão prazo limite até 31 de dezembro de 2009.

Em troca das ajudas, os bancos deverão se comprometer a manter uma gestão empresarial "sólida e prudente".

A nova lei, que será submetida ao longo da semana à aprovação por ambas as câmaras parlamentares em um procedimento de urgência, permitirá que o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, fixe condições sobre a remuneração dos diretores e funcionários dos bancos privados.

Merkel reconheceu que a operação de resgate envolverá maior endividamento, o que levou Steinbrück a se distanciar de seu objetivo de alcançar um orçamento consolidado em 2011.

Segundo o secretário-geral da União Democrata-Cristã (CDU), Ronald Pofalla, o plano do Governo prevê que os estados assumam aproximadamente um terço dos compromissos totais.

A Bolsa de Frankfurt recebeu as medidas com euforia e, no início do pregão, o índice DAX-30 já havia subido 6,5%, tendência que se manteve após a abertura. EFE gc/fh/jp

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