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Ceticismo dos mercados volta a se traduzir em perdas

Frankfurt (Alemanha), 9 out (EFE).- Os mercados europeus, céticos com as medidas combinadas de Governos e autoridades monetárias para atenuar a crise financeira, não conseguiram se recuperar hoje da quarta-feira negra que causou fortes perdas nos pregões.

EFE |

Em vez disso, as bolsas européias engrossaram os números vermelhos registrando valores não vistos nos últimos anos.

O principal índice do pregão da Bolsa de Madri, o Ibex-35, caiu 3,48%, enquanto o Dax-30 de Frankfurt, registrou queda de 2,67%.

Já o FTSE-100 de Londres caiu 1,05%, e o CAC-40 de Paris, 2,27%.

Por sua vez, o S&P/MIB de Milão registrou queda de 1,37%.

A situação se repetiu em Estocolmo, com o OMX registrando queda de 0,43%, em Zurique (-4,52%) e em Viena, onde a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) convocou hoje uma reunião de emergência de seus treze países-membros para 18 de novembro, perante a atual queda dos preços do petróleo.

O preço do barril da Opep caiu ontem para US$ 77,38, situando-se abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde 11 de outubro de 2007, após um retrocesso de US$ 63 em relação ao recorde histórico alcançado em julho deste ano.

Ao contrário da "quarta-feira negra" de ontem, a jornada de hoje foi mais serena e os analistas chegaram a achar que a pílula contra os nervos receitada pelos bancos centrais mediante um corte das taxas de juros começava a surtir efeito.

No entanto, os impulsos de alta que os mercados registraram cederam ao longo do dia, frustrando as injeções de liquidez aplicadas pelos bancos emissores.

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que a partir de hoje e até, pelo menos, 20 de janeiro, facilitará nos leilões semanais de refinanciamento toda a liquidez de que os bancos necessitam a uma taxa de juros fixa de 3,75%.

Até agora, o BCE fixava o volume da liquidez a leiloar e aplicava taxas de juros variáveis.

No entanto, nem essa medida, nem a decisão da Islândia de nacionalizar o maior banco do país, o Kaupthing Bank ou o apoio franco-belga ao Dexia, nem as medidas coordenadas entre França e Alemanha para aliviar a crise mudaram o tom de incerteza.

Nem mesmo os bons resultados parciais apresentados em Nova York pela corporação International Business Machines (IBM), que registrou um aumento de 20% em seu lucro líquido durante o último trimestre em relação ao mesmo período de 2007, serviram para acalmar os ânimos.

Os mercados, afogados no pessimismo e na falta de confiança, foram afetados pelo anúncio da General Motors (GM), que está considerando a venda de sua sede em Detroit, o Renaissance Center, se não conseguir refinanciar US$ 500 milhões.

As ações da montadora americana foram negociadas em Wall Street por US$ 5,41, 22% abaixo do preço de ontem.

Com esse cenário, a maior parte dos grandes títulos europeus bancários, energéticos e tecnológicos, registraram quedas.

Em Madri, a Iberdrola caiu 8,56%, a Repsol, 7,63%, a Telefónica, 3,44%; o BBVA, 3,34%, o Banco Santander, 3,29%, a Red Eléctrica caiu 7,58%; a Enagás, 7,56%, e a Endesa, 6,43%.

Em Frankfurt, no índice seletivo Dax-30, que hoje oscilou entre 5.711,66 pontos e 4.803 pontos para encerrar em 4.877,00 pontos, a maior queda foi a da Infineon (-13,5%).

Também cederam os títulos do Deutsche Bank (-6,63%), da E.ON (-9,82%), da RWE (-8,59%) e da BMW (-4,72%).

O destaque do dia na Alemanha foi a decisão da companhia de ferrovias Deutsche Bahn de abrir o capital, ação que estava prevista para o próximo 27, o que significa adiar a privatização parcial da empresa.

O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, expressou no fim de semana suas dúvidas sobre o momento de a empresa abrir o capital, perante a extrema dificuldade de encontrar investidores dispostos a pagar um preço razoável pelas ações.

Em Paris, os títulos que mais sofreram foram os da GDF Suez, que cedeu 13,07%, a maior queda entre as empresas do índice seletivo.

Desde o início da semana, o segundo grupo energético do país acumula uma depreciação de quase 29%.

A empresa sofreu principalmente com o anúncio do Governo belga de que vai limitar o preço da eletricidade. Isso também afetou a Electricité de France (EDF), que caiu 10,48%.

Em Londres, os resultados da rodada foram mistos, pois enquanto a Anglo American subiu 8,03% e a Eurasian Natural 15,78%, a Barclays caiu 13,12% e a Cadbury Energy 99,03%. EFE cv/ab/plc

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