A maioria das capitais brasileiras registrou aumento nos preços da cesta básica em fevereiro, informou hoje o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Exceto em Goiânia, onde o custo dos alimentos essenciais teve queda de 4,55%, todas as demais 16 capitais tiveram altas, que variaram entre 0,15%, em Belém, e 6,84%, no Recife.

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Outros destaques de alta no mês foram os aumentos registrados em Salvador (6,71%), Belo Horizonte (5,26%) e João Pessoa (4,25%). As menores variações ocorreram em Aracaju (0,26%), Fortaleza (0,59%) e Porto Alegre (0,81%). Na comparação com fevereiro de 2009, a cesta básica caiu em 13 das 17 capitais pesquisadas, com destaque para Goiânia (-9,70%), Brasília (-6,16%), Aracaju (-5,96%) e Curitiba (-5,59%).

Em São Paulo, a cesta básica teve alta de 2,05% na comparação com janeiro e queda de 3,24% ante fevereiro de 2009. A capital paulista ficou com o segundo maior valor do País, em R$ 229,64. A cesta básica mais barata entre as capitais foi encontrada em Aracaju, com valor de R$ 169,57. Já a mais cara foi encontrada em Porto Alegre, com custo de R$ 238,46.

Com base no valor da cesta básica da capital gaúcha, o Dieese calculou que o salário mínimo deveria estar em R$ 2.003,30, 3,92 vezes o valor do atual (R$ 510), levando-se em conta a determinação constitucional segundo a qual o mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em janeiro, o mínimo calculado ficou em R$ 1.987,26, 3,9 vezes o atual mínimo. Em fevereiro de 2009, o cálculo era de R$ 2.075,55, 4,46 vezes o mínimo da época (R$ 465).

Segundo o Dieese, a alta nos preços dos produtos da cesta básica foi generalizada em fevereiro. O arroz subiu em 15 das 17 capitais pesquisadas, com destaque para Vitória (6,9%), Florianópolis (6,19%) e João Pessoa (5,85%). De acordo com a entidade, embora esteja em período de safra, o arroz teve aumento de preços em decorrência das chuvas que alagaram áreas de plantio e que também prejudicaram o escoamento, por falta de condições de tráfego nas estradas.

O açúcar também teve elevação de preços em 15 das 17 capitais, principalmente em Aracaju (17,98%), Rio de Janeiro (15,84%) e Manaus (15,76%). Segundo o Dieese, o motivo é o aumento das exportações do produto, tão relevante que os preços comparados aos praticados em fevereiro de 2009 registraram altas "extraordinárias", avaliou o Dieese, entre 25,56%, em Fortaleza, e 79,33%, em Florianópolis.

Também afetado pelo clima, neste caso pela diminuição das chuvas e pelo calor excessivo, o tomate subiu em 14 capitais, com destaque para Recife (53,08%), Belo Horizonte (43,50%) e Vitória (39,77%). O leite e a manteiga aumentaram em 12 capitais, com maior variação do leite em Natal (6,25%).

O feijão teve alta em dez capitais, principalmente em Porto Alegre (10,64%) e Belém (4,88%). A carne aumentou em dez capitais, mas com taxas relativamente pequenas. Em João Pessoa, o aumento foi de 1,87%, e em Natal, de 1,60%. O único destaque de baixa foi o óleo de soja, que caiu em 14 capitais, com destaque para Salvador (-7,06%) e João Pessoa (-6,57%).

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