Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Cesta básica encarece de novo em 14 das 16 capitais em julho

SÃO PAULO - Pelo terceiro mês consecutivo, o preço da cesta básica registrou aumento em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Conforme levantamento de julho, divulgado hoje, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, a maioria das capitais registra inflação de mais de dois dígitos para a cesta.

Valor Online |

Algumas diferenças, no entanto, foram notadas em relação aos meses anteriores: em julho não houve nenhum produto da cesta que tenha subido em todas as capitais. Além disso, o Dieese destaca que as variações de alta foram mais modestas do que as verificadas em junho.

Os aumentos mais relevantes na maioria das capitais ocorreram com a carne, que aumentou em 14 capitais, com variações que chegaram a 10,49% em Brasília e a 7,95% em Salvador. O leite avançou em dez cidades, com destaque para o preço em Goiânia, que subiu 4,97%. No caso do feijão a elevação de preços foi notada em 11 das 16 capitais. A maior alta, de 17,23%, foi registrada em Salvador, seguida de Recife (10,75%), e a queda mais relevante ocorreu em João Pessoa (-8,86%).

No mês de julho, as duas únicas cidades em que a cesta ficou mais barata foram Goiânia (-3,55%) e Recife (-1,74%). Nas demais capitais, os aumentos giraram entre 7,35%, em Curitiba, e 0,24% em João Pessoa, que teve o aumento mais moderado. A cesta mais cara continua sendo a de Porto Alegre (R$ 259,29), onde a alta foi de 5,09% em julho. A cesta paulistana (R$ 252,13) subiu 2,81% no período.

Na análise do período de janeiro a julho Curitiba lidera o avanço, com alta acumulada 30,48%. Nos 12 meses até julho o aumento é de 45,55% na cidade. Nesse intervalo, entretanto, a variação mais elevada, de 52,48%, pertence à cidade de Fortaleza, seguida de perto da cesta de Belo Horizonte, onde o custo médio aumentou 52,13% no período de 12 meses. A única capital que apresentou alta acumulada inferior a 30% nesse período de 12 meses foi Porto Alegre, que registrou aumento de 29,02%, mas já abriga a cesta mais cara do país há bastante tempo.

Assim como nos meses anteriores, em julho houve aumento no tempo de trabalho necessário para a compra dos itens básicos de alimentação. No mês passado, na média das 16 capitais, o trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 117 horas e 08 minutos para adquirir os produtos que compõem a cesta. Em junho, o tempo médio necessário era de 115 horas e 25 minutos.

Também aumentou significativamente o valor do salário médio considerado ideal para suprir as despesas do trabalhador com alimentação, moradia, saúde e educação, além de vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O ganho médio necessário, que em junho era de 2.072,70, ou 4,99 vezes o mínimo oficial de R$ 415, passou a ser de R$ 2.178,30, o que equivale a um valor 5,25 vezes superior ao salário mínimo.

(Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG