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Cepea: indicador do café arábica sobe 1,7% em novembro

São Paulo, 10 - O Indicador de preço Cepea/Esalq para o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, teve média de R$ 261,28 a saca de 60 kg em novembro. O resultado representa elevação de 1,73% sobre o mês anterior.

Agência Estado |

Conforme pesquisadores do Cepea, as cotações do café no mercado físico mostraram-se firmes em novembro, sustentadas pela retração vendedora e pela valorização do dólar em relação ao real, que subiu 7,33% no mês, cotado a R$ 2,31 no dia 28 de novembro. Em contrapartida, os futuros de arábica na Bolsa de Nova York estiveram voláteis, influenciados pelo desempenho das demais commodities e do dólar. Em 28 de novembro, o contrato Março/09 foi cotado a 116,1 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures, representando recuo de 2,11% sobre 31 de outubro.

De acordo com avaliação dos pesquisadores do Cepea, o clima chuvoso em novembro favoreceu grande parte dos cafezais brasileiros, auxiliando no desenvolvimento dos frutos e na manutenção dos chumbinhos nos pés. No entanto, segundo colaboradores do Cepea, a produção da safra 2009/10 de arábica pode diminuir cerca de 20% em relação à atual. Além da bienalidade negativa da cultura, os altos preços dos insumos fizeram com que parte dos cafeicultores economizasse nos tratos culturais.

O fato de as floradas terem ocorrido com grãos ainda nos pés - em virtude do atraso na colheita - reforça a expectativa de menor produção. Uma avaliação mais precisa, porém, será possível apenas no início de 2009, quando os chumbinhos já deverão estar mais desenvolvidos, diz o Cepea. A primeira estimativa sobre a produção de 2009 deve ser anunciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dia 8 de janeiro.

Comercialização - Quanto à comercialização, o Cepea avalia que houve maior interesse de exportadores e indústrias em obter o café, em novembro. No entanto, a retração de vendedores, que aguardam preços maiores, limitou o volume negociado. Além disso, o aumento da taxa de desconto para Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) dificultou as compras.

A demanda tem sido maior para os cafés mais finos. A oferta desses grãos, porém, é reduzida, já que grande parte foi negociada antecipadamente. Em compensação, tem sido maior a disponibilidade dos grãos de qualidade inferior, como os de bebida rio, cuja oferta foi ampliada por causa das chuvas durante a colheita e secagem do grão.

Em virtude da oferta elevada e curto interesse de compra, os preços do arábica, tipo 7, bebida rio, permaneceram em níveis significativamente baixos em novembro, entre R$ 200,00/R$ 215,00 a saca de 60 kg, dependendo da qualidade e origem.

Robusta

O Indicador de preço do Cepea/Esalq para o café robusta (conillon), tipo 6, peneira 13 acima, teve média de R$ 222,17 a saca de 60 kg, a retirar o Espírito Santo, o que representa ligeiro aumento de 0,86% em comparação com a média de outubro. O café robusta, tipo 7/8, bica corrida, foi cotado a R$ 216,67 a saca, em média. O resultado corresponde a uma valorização de 0,55% no período.

De modo geral, os preços do robusta mantiveram-se firmes em novembro, sustentados sobretudo pela retração vendedora. Os negócios envolveram principalmente o robusta tipo 7/8, bica corrida, para consumo interno, embora em volumes restritos. Segundo o Cepea, o tipo 6, peneira 13 acima, destinado principalmente à exportação, teve oferta limitada no Espírito Santo, em virtude da baixa a disponibilidade de grãos de maior calibre.

Os pesquisadores do Cepea avaliam que a ocorrência de chuvas no Espírito Santo a partir de meados de novembro favoreceu a revitalização das plantas e recuperação do volume das represas, que estava abaixo do normal para esta época do ano. Ainda assim, segundo agentes do setor, a próxima safra de robusta (2009/10) deve ser inferior à atual no Estado. Apesar de a variedade ter menos influência de bienalidade da cultura, o menor investimento em tratos culturais (sobretudo redução de fertilizantes) e a recente estiagem no norte do Estado devem reduzir a produtividade das lavouras.

Para o Estado de Rondônia, a próxima safra de robusta, cuja colheita inicia em março/09, também pode ser inferior à atual. De modo geral, agentes apostam em queda na produção local, por conta do clima desfavorável no período de desenvolvimento das floradas.

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