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GENEBRA - A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina (Cepal) prevê a possibilidade de varias fusões bancárias no Brasil como conseqüência da dramática crise financeira global iniciada nos Estados Unidos e que se alastrou para a Europa nas últimas semanas, paralisando os empréstimos entre as instituições e às empresas. Dependendo do tamanho (do contágio da crise), os bancos que vão sofrer (no país) são os pequenos e o que vamos ver são várias fusões , declarou a secretária-geral da Cepal, Alicia Barcena, em entrevista ao jornal espanhol El Pais. Com relação ao México, a representante da ONU observou que se trata de um país cujo setor bancário é fundamentalmente estrangeiro e a resistência à crise vai depender do contágio procedente dos Estados Unidos, Europa e Canadá, principais países de origem dos bancos que operam no mercado mexicano. A executiva alertou para o impacto do menor acesso ao crédito e a liquidez. Há uma escassez de capital que vai afetar muitíssimo o investimento e a produção, o consumo, a economia real , afirmou Alicia.

Antes da fase aguda da crise financeira, a Cepal previa uma expansão econômica de 4% para a América Latina em 2009. A organização, porém, baixou a taxa agora para 3,5% de crescimento. Em apenas um ano, a pobreza crescerá 3 pontos percentuais na região, atingindo 38% da população latino-americana.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou também a taxa de crescimento econômico global para baixo, de 5% no ano passado para menos de 4% neste ano e 3% em 2009. Esses números significam que a expansão global ainda excede os 2,5%, limite abaixo do qual o FMI considera que haveria então uma recessão global.

(Assis Moreira | Valor Econômico)

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