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Cepal pede para latino-americanos investirem em infra-estrutura contra crise

Santiago do Chile, 10 nov (EFE) - A secretária executiva da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, pediu hoje aos países latino-americanos para aumentar o investimento em infra-estrutura, como uma forma de conter o impacto da crise financeira na região.

EFE |

Segundo ela, isso ajudaria a gerar empregos e no crescimento dessas nações, disse Bárcena ao inaugurar o seminário "Infra-estrutura 2020: avanços, déficit e desafios", organizado pela Cepal e pelo Ministério de Obras Públicas chileno.

"Um comportamento anticíclico frente ao investimento público em infra-estrutura pode ser um instrumento útil para combater o impacto da crise financeira mundial", ressaltou a economista mexicana.

A região, especificou, deveria focar a atenção nos setores que mais estimulam a economia real, enquanto se redesenha a arquitetura financeira internacional.

Em sua opinião, "a infra-estrutura vinculada ao setor público e às parcerias público-privadas representa a melhor alternativa, porque gera emprego e crescimento".

Ela advertiu, no entanto, de que na região gasta-se, em média, menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infra-estrutura, em circunstâncias em que o percentual deveria rondar os 5% e 6% do PIB.

"A Ásia gasta entre 6% e 8%, e isso nos diferencia, porque o aumento da competitividade de nossos países está muito atado à infra-estrutura e à conectividade", ressaltou.

Bárcena admitiu que as necessidades de investimento em infra-estrutura não encontram o respaldo financeiro requerido, nem dos Governos nem dos organismos multilaterais nem do setor privado, nos termos e valores necessários para fechar as brechas dos déficits e enfrentar os desafios de uma economia globalizada. EFE ns/db

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