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Cepal destaca expansão de empresas brasileiras no mundo

Santiago do Chile, 13 ago (EFE) - O auge das empresas brasileiras e a crescente liderança de algumas em nível mundial é destacado em artigo divulgado hoje em Santiago pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) sobre o desempenho das companhias latino-americanas no cenário global. O relatório destaca que o Brasil aumentou suas próprias correntes de investimento direto no exterior, que, em alguns casos, superou a entrada de capital proveniente do exterior. O mesmo aconteceu com o México.

EFE |

Segundo dados da Cepal, em 2007 o investimento estrangeiro direto do Brasil no exterior foi de aproximadamente US$ 35 bilhões e o do México, de quase US$ 24 bilhões, comparados com os US$ 42 bilhões aplicados em 2006 pelas multinacionais latino-americanas, número recorde no ano.

As principais multinacionais latino-americanas são as brasileiras e as mexicanas: 85 das 100 empresas são de primeira linha e 35 das 50 companhias mais rentáveis da região são originárias de ambos os países, indicou o texto.

As novas multinacionais latinas, que competem com os conglomerados mais importantes do mundo, ainda são relativamente pequenas e têm um alcance geográfico mais limitado, mas mostraram um auge crescente nos últimos dez anos, destacou o artigo "A emergência das multinacionais", incluído na "Revista de la Cepal".

Isso ocorre com companhias de Brasil, México e Espanha, que se transformaram em líderes dos seus respectivos setores produtivos.

O surgimento dessas multinacionais, da mesma forma que outras de Índia, China, África do Sul ou Espanha, transformou países tradicionalmente receptores de capital estrangeiro em investidores no exterior.

O autor, Javier Santiso, destacou que a América Latina durante 2007 registrou o maior número de entrada de investimento estrangeiro direto, mais de US$ 100 bilhões.

Segundo o autor, o auge das multinacionais latinas se deve à pressão competitiva dos mercados internos, a atração para expandir e diversificar as vendas e a dimensão financeira.

Outros fatores que influíram no aumento destas companhias são o surgimento de tecnologia de telecomunicação a baixo custo e a introdução de reformas macroeconômicas que melhoraram o perfil econômico dos países emergentes. EFE ss/db

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