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Cepal: Brasil e Argentina recuam, Peru lidera crescimento em 2009

As economias de Brasil e Argentina, situadas entre as mais importantes da América do Sul, sofrerão bruscas quedas em seu PIB em 2009, enquanto que o Peru continuará a ter um bom desempenho, liderando o crescimento regional com alta de 5%, de acordo com relatório divulgado pela Cepal nesta quinta-feira.

AFP |

Segue abaixo um resumo dos desempenhos dos principais países da região:

- Brasil: Em 2008, a estimativa é que o PIB brasileiro cresça 5,9%. O impacto da crise financeira se refletiu em uma desaceleração do ritmo da atividade econômica, que deve se manter nos próximos meses. A expectativa é de queda na taxa de crescimento do PIB para 2009 pode chegar a 2,1%, o que significará um recuo de 3,8% em relação ao ano anterior.

Dadas as características da crise e as atuais condições econômicas do Brasil, o governo conta, porém, com um maior número de instrumentos de política econômica do que no passado para implementar políticas destinadas a minimizar os impactos negativos do momento atual.

- Argentina: A economia argentina voltou a se expandir com intensidade em 2008 (6,8%), apoiada na alta no valor de suas exportações, o que a levou a ter taxas de desemprego historicamente reduzidas.

A alta de suas exportações contribuiu para manter um nível significativo de excedente comercial, o que voltou a gerar um superávit em conta corrente. Ao mesmo tempo, houve uma grande saída de capitais privados.

Em 2009, a Argentina crescerá apenas 2,6%, mais de quatro pontos abaixo de seu desempenho de 2008, pela queda no valor das matérias-primas que o país exporta.

- Chile: Em 2008, a economia chilena terá um crescimento de 3,8%, percentual inferior aos 5,1% registrados em 2007. Para 2009, a projeção é de 2%.

A economia chilena se ressentiu, este ano, da suspensão dos envios de gás natural pela Argentina e da alta dos combustíveis e dos alimentos. A crise financeira internacional afetará o país em 2009, principalmente pela baixa no valor de sua principal commodity, o cobre.

- México: O crescimento do México se reduziu de 3,2%, em 2007, para 1,8%, em 2008, devido a um enfraquecimento generalizado da demanda interna, combinado, sobretudo no segundo semestre do ano, com uma forte diminuição do dinamismo das exportações, em especial para os EUA, país afetado por uma aguda crise financeira.

Em 2009, a economia mexicana sofrerá uma nova desaceleração, devendo crescer apenas 0,5%. Será o pior desempenho regional entre os latino-americanos, apesar das medidas do governo para amenizar o impacto financeiro e, no setor real, contribuir para dar liquidez à economia e estimular a atividade produtiva.

- Peru: A economia peruana foi uma das que mais cresceram em 2008, com uma expansão de 9,4%, e vai liderar o crescimento regional em 2009, com 5%.

Seu desempenho se caracterizou por uma demanda interna dinâmica e um aumento de suas exportações e níveis de investimento, que devem se manter em 2009. Isso levará o Peru a liderar, no ano que vem, o crescimento na América Latina, que avançará apenas 1,9% em seu conjunto.

pa/tt/sd

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