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As regiões Centro-Oeste e Sul entraram no radar do governo para ganhar uma central nuclear de geração de energia elétrica. Hoje, o presidente da Eletronuclear, Otto Pinheiro, revelou que o Ministério de Minas e Energia solicitou que a companhia estendesse para outras regiões os atuais estudos para definição de locais para instalação de centrais nucleares no Nordeste e Sudeste.

As regiões Centro-Oeste e Sul entraram no radar do governo para ganhar uma central nuclear de geração de energia elétrica. Hoje, o presidente da Eletronuclear, Otto Pinheiro, revelou que o Ministério de Minas e Energia solicitou que a companhia estendesse para outras regiões os atuais estudos para definição de locais para instalação de centrais nucleares no Nordeste e Sudeste. O Plano Nacional Energia (PNE) prevê a construção de quatro a oito novas usinas nucleares até 2030.

Pinheiro conta que a Eletronuclear fechou um convênio com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para troca de informações. Segundo ele, a ampliação do trabalho será mais fácil porque a metodologia de definição de locais para usinas já foi montada. A Eletronuclear estima que seria necessária a construção de novas oito usinas nucleares caso a economia brasileira cresça a um ritmo de 4,5% a 5% ao ano até 2030.

O estudo que irá balizar a definição do governo sobre a escolha do melhor local para instalação de uma central nuclear no Nordeste deve ser concluído nos próximos três meses. De posse do trabalho, a expectativa de Pinheiro é de que o governo leve cerca de dois anos para bater o martelo sobre o local e obter a aprovação do Congresso. Já o mapeamento da região Sudeste consumirá mais tempo. A ideia é concluir o trabalho na Eletronuclear até o início e de 2012 e chegar ao Congresso dois anos depois.

"Pode parecer um tempo longo, mas não é. Ninguém nunca conseguiu fazer isso em menos de dez anos", afirmou o executivo, ao ser referir ao prazo entre a decisão de ter uma nova usina e a conclusão da obra. Pinheiro participou hoje de um seminário promovido pela Associação Internacional para Economia de Energia (IAEE, na sigla em inglês).

O executivo conta que o governo trabalha hoje com a ideia de ter duas centrais no Nordeste e no Sudeste, com duas usinas cada, mas há a possibilidade de se ampliar o número para seis usinas. Segundo ele, o Rio de Janeiro sai perdendo na disputa por já ter três usinas programadas. "Não seria bom ter tudo em só local", afirmou. Já São Paulo sai na frente, considerado por ele como uma boa "opção técnica".

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