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O modelo de concessão ferroviária foi duramente criticado pelo consultor Luiz Antonio Fayet, da Confederação Nacional da Agricultura, durante o evento Fóruns Estadão Regiões: Centro-Oeste. "O Brasil ainda parece ser o país das capitanias hereditárias.

O modelo de concessão ferroviária foi duramente criticado pelo consultor Luiz Antonio Fayet, da Confederação Nacional da Agricultura, durante o evento Fóruns Estadão Regiões: Centro-Oeste. "O Brasil ainda parece ser o país das capitanias hereditárias." Segundo ele, as ferrovias cobram preços semelhantes ao custo do transporte rodoviário. "O que deveria ser mais barato está virando uma exploração." As hidrovias foram citadas como um meio capaz de resolver boa parte dos problemas. "Se o Brasil não mudar a sua matriz de transporte, estaremos condenados à estagnação", alertou. O ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes classificou de "gravíssima" a situação da logística e lembrou que apenas 15% dos grãos são armazenados no próprio centro produtor. "Em qualquer país desenvolvido, essa taxa é de pelo menos 50%." O ex-ministro afirmou que "o Brasil está gastando R$ 1 bilhão por ano para subsidiar o escoamento das safras de algodão e milho". Integrante do governo federal, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, reconheceu que, historicamente, os problemas de transporte das safras se acumulam. Ele atribuiu a determinações constitucionais o fato de a taxa de aplicações em obras viárias de diferentes tipos ser baixa. "Estamos tentando recuperar o tempo perdido", prometeu. "Enquanto se conseguiu investir 5 bilhões de reais na rede intermodal de transportes em 2005, este ano já chegaremos aos 10 bilhões. É um avanço."

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