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Centro da meta de inflação para 2009 é 4,5%, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou nesta segunda-feira que o centro da meta de inflação para 2009 é de 4,5%. Logo cedo, a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), no relatório do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, avaliou que um ajuste na meta de inflação para 2009 deve ser considerado como uma possibilidade concreta.

Agência Estado |

Alguns analistas avaliam que será difícil para o BC levar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano para o centro da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em razão de alguns fatores, como a desvalorização recente do real frente ao dólar. A Andima projeta que a inflação medida pelo IPCA chegará a 5,23% no ano que vem, enquanto a Pesquisa Focus divulgada hoje apontou que as expectativas do mercado para o IPCA em 2009 subiram para 5,20% - contra os 5,06% previstos uma semana antes.

"A meta de inflação para 2009 é de 4,5%", reforçou Meirelles. Ele voltou a dizer também que cada país deve adotar uma política monetária adequada às suas perspectivas de inflação. Também neste caso ele afirmou que medidas adicionais poderão ser adotadas se o BC julgar necessário.

Crédito

O Brasil tem necessidade de expandir o crédito para compensar a contração da liquidez internacional, na avaliação de Meirelles. "O Brasil está fazendo isso", afirmou. No mesmo evento, no início da tarde, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, sugeriu que os países que tivessem inflação controlada e contas públicas equilibradas poderiam ampliar seus gastos a fim de combater os efeitos negativos da crise sobre a economia real. Questionado sobre se o Brasil pertence a este grupo, Meirelles respondeu apenas que o País estará monitorando a situação e que adotará as medidas necessárias.

Ainda sobre a política fiscal, o presidente do BC afirmou que o Brasil tem um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "É o que já foi anunciado pelo presidente Lula, pela Fazenda e pelo Planejamento. Se houver, em algum momento, intenção de fazer algo diferente, haverá um comunicado", disse.

Fusões

A respeito de possíveis compras de instituições financeiras pelo Banco do Brasil ou qualquer outro banco privado, Meirelles afirmou que não há propostas de fusões ou compras de instituições a não ser as que já foram anunciadas formalmente.

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