A Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) criticaram o comunicado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desmentindo que o governo permitiria o uso do FGTS para compra de ações da Petrobrás. A declaração é absurda e revela que o ministro é contra socializar o capital, contra a distribuição de renda e que os trabalhadores lucrem com as riquezas do País, disse o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Ele disse que vai convidar as demais centrais sindicais para uma reunião nos próximos dias para discutir o tema. "A intenção é levar a reivindicação de opção de compra das ações da estatal ao presidente Lula." Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, a medida representaria a maneira mais direta e transparente de o governo acessar os recursos do FGTS e repassar aos trabalhadores os ganhos obtidos. "Do contrário, os trabalhadores correm o risco de ter os recursos usados para financiar o pré-sal sem que participem dos eventuais lucros".

O representante da Força no Conselho Curador do FGTS, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Mogi das Cruzes, Jair Francisco Mafra, ponderou que qualquer proposta de uso do dinheiro do FGTS tem de ser muito bem analisada."Somos radicais em não abrir mão do uso do dinheiro do FGTS para o seu fim social, que é o financiamento de moradias e saneamento básico."

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