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Cenário externo negativo puxa Bovespa para baixo; dólar cotado a R$ 2,336

SÃO PAULO - Mais uma vez a cena externa ditou o comportamento dos agentes e a quinta-feira terminou de maneira negativa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa chegou a ensaiar alta na abertura, mas fechou o dia com perda de 1,68%, aos 37.894 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,58 bilhões. Na mínima, o índice testou os 37.255 pontos.

Redação com agências |

 

Segundo o economista M2 Investimentos, Roberto Alem, a Bovespa não consegue escapar do pessimismo externo, onde as notícias econômicas e corporativas não são nada animadoras.

As ordens de venda foram estimuladas pela queda de mais de 15% na construção de novas moradias nos EUA em dezembro, crescimento nos pedidos por seguro-desemprego e fraco resultado trimestral da Microsoft, que confirmou o corte de cinco mil funcionários.

Refletindo também esse ambiente, por volta das 18 horas, o índice Dow Jones perdia 2,19%, e a bolsa eletrônica Nasdaq recuava 3,04%.

Com essas indicações vindas de fora, o economista lembra que o mercado não pode reagir de forma positiva à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que surpreendeu com um corte de 1 ponto percentual na Selic, agora fixada em 12,75% ao ano.

De volta à Bovespa, Alem afirma que durante todo esse começo de ano os dados não serão favoráveis, principalmente o balanço das empresas, que vão refletir a brusca desaceleração do quarto trimestre do ano passado. "Infelizmente não dá para afirmar que o pior já passou."

As commodities em baixa também prejudicaram o desempenho do Ibovespa. Com aumento dos estoques nos EUA, o preço do petróleo veio abaixo, trazendo junto o papel PN da Petrobras, que fechou a R$ 23,64, queda de 2,55%.

Vale PNA ensaiou alta no final da tarde, mas terminou o dia valendo 0,46% menos, a R$ 25,85. Bradesco PN, que também ameaçou alta, caiu 0,90%, para R$ 20,90. Ainda entre os bancos, Itaú PN recuou 2,77%, para R$ 22,75.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN cedeu 4,11%, a R$ 15,84, enquanto Usiminas PNA ganhou 0,40%, a R$ 29,52.

Destaque de alta para Souza Cruz ON, que ganhou 4,07%, a R$ 46,00, e Duratex PN, que avançou 3,77%, a R$ 14,83. Telesp PN e Natura ON subiram mais de 2% cada, para R$ 43,00 e R$ 20,70, respectivamente.

Puxando as perdas, as construtoras refletiram a piora da classificação de risco anunciada ontem pela Fitch Ratings para algumas empresas do setor. Cyrela ON caiu 8,42%, a R$ 8,04. Rossi ON perdeu 6,75%, a R$ 4,14, e Gafisa ON recuou 5,78%, a R$ 10,10.

Câmbio

Deixando de lado a instabilidade externa, a queda nas bolsas e o recuo no preço das commodities, a moeda norte-americana fechou a quinta-feira em baixa ante o real. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,336, desvalorização de 0,68%. 

Durante a manhã, seguindo o movimento de alta das bolsas de valores globais, o dólar atingiu as mínimas do dia, influenciado também pela perspectiva positiva de investidores após o corte da taxa básica de juro brasileira em 1 ponto percentual, segundo operadores.

Embora juro menor pudesse significar menos entrada de dólares no país, analistas disseram que a redução da Selic indica que o país está enfrentando a crise global. Além disso, a taxa básica brasileira ainda é alta se comparada a outros países similares.

Com a piora do cenário externo, entretanto, o dólar chegou a "devolver" a baixa, deixando espaço para a realização de um leilão de venda de dólares no mercado à vista pelo Banco Central.

A autoridade monetária vendeu ainda o equivalente a US$ 1,68 de dólares em um leilão de swap cambial tradicional para a rolagem de contratos que vencem no início de fevereiro.

(Com informações do Valor Online)

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