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Cena externa pesa mais que leilões e dólar cai a R$ 1,83

Depois de se aproximar de R$ 2,00 ontem, o dólar apresentou hoje uma queda vertiginosa desde o início dos negócios no mercado interbancário de câmbio, motivado principalmente pelo noticiário externo. O dólar comercial fechou a sexta-feira em baixa de 5,13% a R$ 1,831.

Agência Estado |

Na véspera havia fechado a R$ 1,93, após ter atingido R$ 1,962 na máxima, no meio da tarde. Apesar da queda de mais de 5% hoje, o dólar ainda acumula em setembro uma valorização de 12,12%. No acumulado do ano, o dólar registra alta de 3,15%.

Ao longo do dia hoje, a divisa norte-americana variou entre a mínima de R$ 1,818 e a máxima de R$ 1,847. A notícia internacional que mais pesou foi a de que o governo americano planeja adquirir os créditos podres das instituições financeiras, além da proibição temporária, pela comissão de valores mobiliários dos EUA (a SEC) e do Reino Unido, da venda a descoberto de ações do setor financeiro.

No câmbio doméstico, a contribuição para a queda abrupta do dólar foi do Banco Central, que ontem mesmo em meio à disparada da moeda anunciou que faria hoje leilão de venda da moeda, no total de US$ 500 milhões. No primeiro leilão, hoje no final da manhã, o BC vendeu US$ 200 milhões à taxa de R$ 1,838. No segundo leilão, à tarde, vendeu mais US$ 300 milhões a R$ 1,827. Os dois leilões de hoje têm data de recompra dos dólares pelo BC marcada para 23 de outubro.

Um operador de mesa de câmbio comentou que o BC tomou um decisão "em cima do cenário que tinha. Não dava para saber que hoje o mundo ia acordar com a notícia de ajuda dos bancos centrais internacionais. A decisão do BC brasileiro não foi precipitada. Ele (o BC) está olhando o mercado interno, tem de agir em razão do mercado interno", disse.

O profissional observa ainda que o fato de a autoridade monetária não ter conseguido vender o lote integral de US$ 500 milhões no primeiro leilão, pela manhã, mostra que a alta da moeda não está sendo causada pela falta de dólares e, sim, por um movimento de especulação. "Se a falta de liquidez fosse tão grande assim, os US$ 500 milhões teriam sido vendidos rapidamente", considerou.

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