Muitos investidores novatos no mercado de ações não sabem que há outra forma de lucrar, além da mais conhecida, por meio da valorização dos papéis e sua posterior venda: formar uma carteira que renda dividendos. Trata-se da divisão, entre os acionistas, do lucro obtido pela empresa .

Muitos investidores novatos no mercado de ações não sabem que há outra forma de lucrar, além da mais conhecida, por meio da valorização dos papéis e sua posterior venda: formar uma carteira que renda dividendos. Trata-se da divisão, entre os acionistas, do lucro obtido pela empresa . Em 2009, empresas listadas na BM&FBovespa repartiram entre acionistas R$ 66,93 bilhões, ante R$ 64,04 bilhões em 2008. Os dividendos, porém, poderiam ter sido melhores, diz o professor de economia da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Tarcísio Souza Santos. "Em geral, não foi um ano de bons lucros, muitas empresas distribuíram pouco para formar caixa." As perspectivas para 2010, no entanto, são mais otimistas. "Com a recuperação das empresas nesse ano, os dividendos devem ser significativamente maiores", diz o professor de finanças da Faculdade de Administração da USP, Rafael Paschoarelli. As empresas listadas na BM&F Bovespa são, por lei, obrigadas a dividir entre seus acionistas ao menos 25% do lucro anual. A fatia é definida pelo estatuto da empresa. De acordo com o professor da Faap, o montante depende do estágio de desenvolvimento que a empresa se encontra e de sua política. "Empresas mais novas, em geral, reinvestem o lucro em projetos de expansão", explica. "Empresas já consolidadas, que não têm necessidade de grandes investimentos, podem dividir uma parcela maior dos lucros." Por isso, explica o analista sênior da Corretora Tov, Julio Mora, as empresas de serviços, principalmente as de geração de energia, são boas pagadoras. "As carteiras de dividendos são compostas praticamente de elétricas. Elas chegam a repartir mais de 90% dos lucros", afirma. Há casos, porém, como de Petrobrás e Vale, que, apesar de serem sólidas, e até mesmo terem papéis muito valorizados, precisam investir muito em expansão, por isso não destinam grandes porcentuais de seus lucros para os seus acionistas. Mesada O pagamento pode ser feito a cada ano ou em intervalos menores, conforme estipulado no estatuto da empresa. Na montagem de suas carteiras, diz o professor Paschoarelli, da USP, investidores procuram ações que paguem dividendos em diferentes meses do ano, assim garantem uma renda mensal. "Bancos como Bradesco e Itaú Unibanco pagam bem e mensalmente", conta ele. Mas o sucesso do investimento, no entanto, depende também do preço da ação: uma vez que o dividendo é fixo por papel, quanto mais ações tiver, mais ele recebe. Ações caras, neste caso, podem não ser bom negócio para o pequeno investidor, aconselha o analista sênior da Tov, Julio Mora. "É recomendado que os iniciantes não foquem seus investimentos especificamente em dividendos, mas sim em empresas com bom fundamento, potencial de valorização das ações e, como consequência, ele acaba aproveitando os dividendos", diz Mora. <i>As informações são do Jornal da Tarde.</i>
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.