Depois de adquirir o controle acionário da Light, a principal distribuidora de energia elétrica do Rio de Janeiro, a Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais com participação da construtora Andrade Gutierrez, está fechando a negociação para comprar a Ampla, que atua no interior do Rio. Segundo fontes, o negócio está praticamente fechado e depende apenas de burocracia interna da controladora internacional da Ampla, a espanhola Endesa.

O Grupo Endesa foi comprado no ano passado numa parceria da italiana Enel com a alemã EON. Os italianos ficaram com os ativos na América Latina. Venderam a empresa de transmissão Terna para a Cemig. Na mesma época, começaram os rumores de venda também da Ampla. Técnicos da Cemig formaram uma missão técnica para tratar da negociação na Itália.

Representantes da Enel, no entanto, negaram a negociação, em outra ocasião. Outras fontes do setor também comentam que a construtora Odebrecht estaria interessada no negócio e corre por fora na disputa pelos ativos da Ampla, como forma de tentar entrar no segmento de distribuição. Entre suas principais concorrentes na construção civil, a Odebrecht é a única que está presente apenas na geração de energia.

A Andrade Gutierrez participa da Cemig/Light. Já a Camargo Correa tem ativos da CPFL, e está diretamente envolvida na criação de uma gigante do setor elétrico, com a possível compra da Neoenergia (Celpe, Coelba e Cosern). A Odebrecht tem participação no consórcio que está construindo a Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, e já declarou interesse na de Belo Monte, no Rio Xingu. A negociação para criar essa megacompanhia de distribuição de energia está sendo costurada com participação do governo federal, a exemplo das fusões que ocorreram em outros setores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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