SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio, afirmou nesta quarta-feira que o valor a ser investido na ampliação da unidade da empresa em Guaíba (RS), estimado em 2,8 bilhão de reais, será revisto.

"Estamos refazendo as projeções orçamentárias para a expansão da fábrica, pois o cálculo que temos está desatualizado. Estamos num outro momento da economia mundial, os preços do aço, do concreto, do cobre, do alumínio e de outros insumos baixaram", afirmou Lídio em comunicado após visita de executivos da chilena CMPC.

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio, afirmou nesta quarta-feira que o valor a ser investido na ampliação da unidade da empresa em Guaíba (RS), estimado em 2,8 bilhão de reais, será revisto.

"Estamos refazendo as projeções orçamentárias para a expansão da fábrica, pois o cálculo que temos está desatualizado. Estamos num outro momento da economia mundial, os preços do aço, do concreto, do cobre, do alumínio e de outros insumos baixaram", afirmou Lídio em comunicado após visita de executivos da chilena CMPC.

A empresa comprou a unidade no final do ano passado da Fibria. A Celulose Riograndense não deu estimativas sobre o novo valor de investimento.

Os planos de expansão da unidade preveem o aumento da produção de celulose de atuais 450 mil toneladas por ano para 1,75 milhão de toneladas.

O presidente da Celulose Riograndense afirmou ainda que os investimentos na ampliação da base florestal visando a atender a futura demanda com a expansão da fábrica já tiveram início.

"Em 2010, vamos investir 250 milhões de reais na aquisição 13 mil hectares de terras e nos 19 mil hectares que já possuímos", afirmou o executivo. O projeto também prevê a implantação de um sistema logístico.

No final de 2009, a Fibria vendeu a unidade para a CMPC por 1,43 bilhão de dólares. O negócio foi anunciado em setembro, mas a compra foi concluída em dezembro.

O presidente do conselho administrativo da CMPC, Eliodoro Matte, afirmou no comunicado que as estruturas da companhia no Chile não foram abaladas em nenhuma das cinco unidades fabris por conta do forte terremoto de 27 de fevereiro.

"No entanto, sofremos perdas devido a problemas de eletricidade e de comunicação. Estimamos que deixamos de produzir de 200 a 250 mil toneladas de celulose nesse período, mas a expectativa é que até o final de abril tenhamos retomado 100 por cento a nossa capacidade produtiva", disse.

(Por Carolina Marcondes)

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