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Celulares devem ter primeira queda

O mercado de aparelhos celulares deve registrar, este ano, a primeira redução desde a chega da tecnologia ao País, em novembro de 1990. No ano passado, os brasileiros compraram 51 milhões de telefones móveis, um crescimento de 13% sobre 2007.

Agência Estado |

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) ainda não tem uma projeção fechada para este ano, mas, segundo informações preliminares das empresas, a queda pode ficar entre 25% e 30%.

O motivo é a cautela do consumidor frente à crise, que deve fazer com que as pessoas levem mais tempo para trocar de aparelho. Quando se comparam os celulares por habitantes do Brasil com outros países, os números mostram que o mercado ainda está longe de estar saturado. Apesar de o ano passado ter sido muito bom para a indústria, a desaceleração começou a ser sentida já no último trimestre.

Hoje, a maioria dos celulares vendidos no País são para reposição, para assinantes já existentes. As projeções de novos assinantes são menos pessimistas que a dos fabricantes. O mês de dezembro de 2008 já apresentou uma queda de 23% na adição líquida de celulares (habilitações menos desligamentos), se comparado ao mesmo período de 2007. "Mas ainda não era a crise, e sim uma limpeza de base feita por operadoras", diz Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. "Os efeitos da crise vão começar a aparecer de verdade agora, de fevereiro em diante."

A projeção da consultoria Teleco é de que as adições líquidas sejam de cerca de 25 milhões de linhas móveis neste ano, ficando 15,8% abaixo das adições ocorridas no ano passado - 29,7 milhões de celulares, um recorde anual. Com isso, o País chega a uma base de quase 175 milhões de assinantes de telefones celulares, 16% acima dos 150,6 milhões de pontos de acesso registrados no fim de 2008.

Isso já se levando em conta que até o fim do ano a expansão das operadoras pelo território nacional estará completa: ao assinarem os contratos das licenças de 3G, as operadoras se comprometeram a expandir a cobertura celular a todas as cidades do País. No entanto, 20% das cidades brasileiras (que reúnem 5% da população) ainda não estão cobertas pela rede celular.

"O crescimento vai parar de acelerar, mas as habilitações continuam. Elas devem repetir o desempenho do ano passado", diz o diretor de Vendas e Consumo da Claro, Bernardo Winik. Segundo ele, a grande aposta para 2009 é a expansão dos serviços e da tecnologia 3G. "Estamos apostando muito no crescimento da banda larga móvel e na oferta de serviços como e-mail e televisão no celular", exemplifica. "Com um mercado menos aquecido e a portabilidade, vai ganhar aquele que oferecer serviços melhores."

A Vivo também espera que 2009 seja o ano da banda larga móvel. "Há muitos lugares onde a banda larga fixa não chega, e com a móvel mais pessoas terão a possibilidade de acesso", diz Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da operadora. Segundo ele, a Vivo terá duas frentes para continuar ganhando clientes em 2009. Para atrair o público de menor renda ou prejudicado pela crise, a operadora afirmou que irá criar planos mais baratos que os atuais. "Para quem puder investir, ofereceremos todo o tipo de serviços, no aparelho celular. Eles serão os canivetes suíços do mundo moderno."

E mesmo na telefonia móvel tradicional, Janeba acredita que há espaço para crescer. "Nossa teledensidade pode chegar a 120% sem problemas." O País deve fechar 2009 com uma teledensidade de 90%, ou seja, 90 celulares para cada grupo de 100 habitantes, segundo estimativa da Teleco. É um índice semelhante ao da Bélgica (92%) e da França (89,8%), e superior ao dos Estados Unidos, que está na casa dos 83,5%, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações. Hoje, a teledensidade brasileira, com 150,6 milhões de linhas habilitadas, é de 79,2%.

"Mas isso não quer dizer que no fim do ano, de cada 10 pessoas, 9 terão celular", afirma Tude. "Esse cálculo conta os celulares e outros aparelhos que usam a rede, como os de banda larga móvel e algumas máquinas para pagamento em cartão." É por isso que em alguns países, a densidade supera - e muito - os 100%. A maior densidade no mundo é a dos Emirados Árabes, de 173,3%, segundo a Organização Internacional de Telecomunicações. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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