Celular e segurança São as áreas com mais futuro Por Marcus Vinícius Brasil São Paulo, 17 (AE) - Informar-se sobre quais áreas do mercado estão mais valorizadas e qual é a tendência para os próximos anos. Esse é o primeiro passo para quem quer trabalhar com tecnologia e está no momento de definir o que fazer para chegar lá.

Por abranger setores tão distintos como sistemas de segurança e design de games, é preciso identificar onde estão as oportunidades e definir qual tem mais a ver com você e a formação que pretende seguir.

Conversamos com diretores de consultorias de recursos humanos especializadas no setor, e uma das constatações mais freqüentes é que o programador ainda está no centro do jogo. Mas a questão é: quais são as "linguagens do momento"?
Quem domina Java viu seu currículo ser bastante valorizado a partir de 2003. Contribuiu para isso a adoção da linguagem por bancos e órgãos do governo brasileiro. "Como pode ser desenvolvida em Windows e Linux, a plataforma Java se tornou interessante para o mercado. Além disso, em 2006 ela se tornou uma linguagem de código aberto, o que estimulou ainda mais sua adoção por empresas", conta Paulo Silveira, um dos fundadores da Caelum.

A escola, especializada em treinamento em Java e .Net, abriu as portas em São Paulo em 2004 e já tem 47 funcionários.

Outra área concorrida é a de segurança de dados, impulsionada pelo crescimento do uso da internet no dia-a-dia das empresas e o amadurecimento das transações comerciais e do comércio eletrônico. "Antes a preocupação era com hackers e invasores. Agora pode envolver grandes fraudes financeiras e causar prejuízos enormes", diz Sérgio Teixeira, especialista na área.

Uma terceira área atraente é a de telefonia celular e mobilidade, já que cada vez mais pessoas acessam a internet via celular e outros dispositivos ultraportáteis, e a tendência é de esses equipamentos substituírem em parte os computadores.

A demanda por serviços relacionados, como aplicações para celular e desenvolvimento de sites mais adequados à navegação em dispositivos portáteis, tem crescido. "Além de dominar a linguagem da web tradicional, é importante conhecer o ‘ambiente mobile’", diz Cesar S. Cesar, da Hands.

"Estimamos que até 2010 o País precisará de mais 100 mil novos profissionais na área de TI como um todo. Não vai haver encolhimento. O problema é que não haverá gente qualificada em quantidade suficiente", afirma Mário Fagundes, diretor de RH da Catho.

Com a falta de gente com domínio técnico, os profissionais que já atuam há algum tempo exigem salários mais altos, o que inflaciona o mercado. "Muitos contratam programadores relativamente inexperientes, com salário de sênior", diz Guilherme Brandão, consultor de RH da Michael Page.

Mesmo áreas consideradas ultrapassadas têm falta de pessoal. Fernando Baroni é programador de Cobol, linguagem antiga usada em computadores de grande porte, os chamados "mainframes". "É um produto do qual os clientes não abrem mão pela segurança e capacidade de armazenamento. Mas há poucos jovens entrando, e os programadores com cerca de 50 a 60 anos estão se aposentando", diz Ercília Vianna, consultora de RH do grupo Foco.

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