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Genebra, 25 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que hoje é um dia crucial para saber se as negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha continuam ou não, diante do risco de que esse acordo continue bloqueado.

Amorim afirmou que "pode imaginar um êxito, mas para isso é preciso ter muita imaginação".

Além do chanceler brasileiro, os representantes da União Européia (UE) e Índia deram declarações à imprensa, ao início da reunião que realizam com outros países considerados chave (EUA, China, Austrália e Japão) no quinto dia de negociações em Genebra para buscar um acordo e salvar a Rodada de Doha.

Segundo fontes diplomáticas, embora o Brasil esteja mantendo uma postura forte nas discussões com a UE e os EUA, Índia é o ator que complica um acordo, com uma posição mais dura e novas exigências.

O ministro do Comércio indiano, Kamal Nath, negou esse ponto e ressaltou que "a Índia mostrou flexibilidade nos últimos dias e nos últimos quatro anos".

Nath indicou, nesse sentido, que a Índia reduziu nos últimos anos sua proteção aos produtos industriais, o que representou um aumento de 70% nas exportações dos EUA a esse mercado e de 33% no caso dos envios da UE.

"Temos que garantir que o resultado sirva ao objetivo da Rodada de Doha (o benefício das economias dos países em desenvolvimento)" e, neste ponto, Nath exigiu à UE e aos EUA que cedam para reduzir o apoio a seus agricultores, "que distorcem o comércio".

O comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, pediu "progressos" e ressaltou que não isso não será alcançado "se certa gente não flexibilizar sua posição" e deixar de "manter seqüestrada a negociação, caso contrário vamos para o abismo". EFE ms/an

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