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Celso Amorim acusa ambição dos EUA de dificultar as negociações de Doha

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acusou indiretamente nesta sexta-feira os Estados Unidos de ambição nas negociações para a liberalização do comércio mundial, inclusive, segundo ele, a ponto de impedir uma reunião ministerial até o Natal para concluir a Rodada de Doha.

AFP |

"Se houver um fracasso ou um adiamento (de uma reunião ministerial), a palavra mais apropriada seria ambição", declarou Amorim, em entrevista à imprensa em Genebra.

"A razão principal de um fracasso será uma demanda excessiva em termos de iniciativa setorial dos produtos industriais de um país rico", acrescentou, garantindo que "o Brasil está disposto a 'trabalhar num bom espírito com os EUA para estudar suas demandas precisas e como resolvê-las".

"Há um esforço para reequilibrar o pacote (de acordo de julho) em favor de um único país rico. Claro, é um país poderoso. Esta é a principal razão para não ir mais longe", insistiu Amorim.

O diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, deve decidir nesta sexta-feira se vai ou não convocar daqui ao fim de ano cerca de 30 ministros em Genebra, para tentar encontrar uma saída para a rodada, há sete anos na capital do Qatar.

Segunda-feira, Lamy renunciou a organizar esta reunião em razão dos desacordos persistentes em três pontos, entre eles a iniciativa setorial citada por Amorim.

Esta medida, apoiada pelos EUA, consiste na eliminação progressiva dos direitos aduaneiros sobre 14 produtos industriais, em princípio, uma base voluntária.

Segundo os diplomatas, Washington reivindicou nos últimos meses um compromisso firme de alguns países emergentes, gerando irritação e bloqueando a rodada.

As discussões sobre a liberalização das trocas, que estão congeladas desde o verão após o fracasso da última reunião ministerial, foram retomadas na segunda quinzena de novembro após o apelo das 20 maiores potências econômicas mundiais pelo fechamento da rodada. Segundo o G20, um acordo daria um sinal positivo de cooperação num contexto de crise e permitiria lutar contra as tendências protecionistas.

at/lm

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