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Celg defende regulamentação do uso da rede elétrica para telecom

O presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg), Enio Andrade Branco, defendeu há pouco a regulamentação do uso da rede elétrica para serviços de telecomunicações, como internet, telefonia e televisão. Branco participou hoje de audiência pública promovida pelo Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para debater o tema.

Agência Estado |

A Anatel está elaborando um regulamento sobre o assunto, que deve ser concluído no próximo ano.

"Nós, distribuidores de energia, temos a expectativa de que a partir dessa audiência pública haja avanços, porque o tema é de interesse público e pode promover a verdadeira inclusão digital", afirmou. Segundo ele, a rede das distribuidoras tem capacidade suficiente para prestar os serviços em alta velocidade, se apresentando como mais uma opção de banda larga. "A rede das distribuidoras está preparada", assegurou.

A Celg, segundo Branco, tem uma licença da Anatel para fazer testes com a tecnologia e, como pertence ao governo do Estado de Goiás, a distribuidora tem usado essa permissão para desenvolver projetos sociais, levando internet a escolas, postos de saúde e órgãos de segurança pública. Branco ressaltou o fato de que a estrutura das 64 distribuidoras de energia que atuam no Brasil tem mais capilaridade até que as empresas de telefonia fixa. "Muitas residências do País não têm telefone nem internet, mas têm luz", afirmou. "As concessionárias de energia, sendo autorizadas comercialmente, podem levar à população, além de energia, voz, dados e imagem", acrescentou.

O professor da USP Moacyr Martucci Júnior, que também participou da audiência, afirmou que a tecnologia PLC (Power Line Communications, em inglês) pode contribuir para reduzir custos dos serviços de energia e melhorar a competição na banda larga. Ele explicou que as adaptações feitas na rede elétrica pelo PLC reduzem significativamente as perdas de energia. "A rede PLC tem capilaridade impressionante. Quem recebe um ponto de luz pode receber PLC", afirmou.

O consultor técnico da Panasonic, Eduardo Katayama, disse, na audiência, que a liberação do uso do PLC pode tornar mais rápida a disseminação da internet. Segundo ele, é possível utilizar a estrutura existente das distribuidoras sem investir em novas redes. Ele informou que a Panasonic está desenvolvendo uma tecnologia sem fio (WiFi) para o uso conjunto com o PLC.

O presidente da Associação das Empresas Proprietárias de Infra-Estrutura de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), Pedro Jatobá, também defendeu na Anatel rapidez na definição de regras para o uso do PLC. Segundo ele, o PLC pode ser uma "grande oportunidade" para se construir uma rede mais ampla de acesso à internet, principalmente em áreas rurais e periferias das grandes cidades.

O gerente de Engenharia do Espectro da Anatel, Marcos Oliveira, disse que a área técnica da agência já concluiu seus trabalhos e que o processo sobre o assunto está na Procuradoria Geral da agência, que dará parecer jurídico. A expectativa dele é de que o processo chegará em fevereiro ao conselho diretor da Anatel para ser votado.

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