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CE propõe fundo de 5 bilhões de euros para carros ecológicos

Bruxelas, 26 nov (EFE).- A Comissão Européia (CE) propôs hoje a criação de um fundo de 5 bilhões de euros para estimular a fabricação de carros mais ecológicos e ajudar a indústria automobilística a superar a crise econômica.

EFE |

Bruxelas defende iniciar uma "iniciativa européia de carros verdes" na qual, principalmente através de convênios público-privados, se desenvolva a pesquisa de novas infra-estruturas e tecnologias para o uso de fontes de energia renováveis e não poluentes nos carros.

"A Comissão quer uma indústria viável e competitiva na Europa", ressaltou o presidente do Executivo comunitário, José Manuel Durão Barroso, na entrevista coletiva em que apresentou o plano de reativação econômica desenhado por Bruxelas.

No caso dos automóveis, a CE trata, segundo ele, de "proteger o emprego neste setor-chave e assegurar sua viabilidade em longo prazo, impulsionando uma reforma sustentável que acolha as novas tecnologias ecológicas e que transforme os fabricantes europeus em líderes mundiais de um mercado cada vez mais competitivo".

Barroso afirmou que as propostas de Bruxelas "não são antiquadas" e assegurou que algumas das iniciativas colocadas em outras partes do mundo contradizem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Não podemos propor um plano como os que se sugeriram, seria contraproducente", insistiu Barroso, que considerou necessário ajudar os fabricantes a "se transformarem em uma indústria mais moderna e a produzir carros menos poluentes".

Junto ao fundo de 5 bilhões de euros do qual participariam, entre outros, o Banco Europeu de Investimentos (BEI), a CE propõe que essa instituição ofereça créditos às montadores de automóveis e a seus provedores para financiar a inovação em tecnologias limpas.

Em paralelo, Bruxelas propõe dar uma autorização temporária aos Estados-membros para que subsidiem parte do custo dos empréstimos que solicitam os fabricantes às instituições financeiras.

A CE também quer permitir temporariamente que os Governos ofereçam créditos subvencionados para o investimento em novos modelos de carros superem os padrões ambientais fixados na escala européia.

Bruxelas se comprometeu ainda a revisar as regras do fundo de ajuste à globalização -dirigido à reinserção de trabalhadores despedidos pelas mudanças nos fluxos de comércio mundial- para que possa intervir "mais rapidamente" em setores como o automobilístico.

Esse fundo contribuiria para co-financiar a formação dos empregados para novos postos e a manter a preparação dos trabalhadores sem emprego para que possam se reincorporar, uma vez que "a economia comece a se recuperar".

Em termos gerais, Bruxelas acredita que os estímulos fiscais dos Estados-membros devem impulsionar todas as indústrias e, concretamente, a do carro, um produto que por seu alto preço é um dos mais dependentes da confiança dos consumidores.

O plano comunitário de reativação também ressalta a necessidade de que os bancos -especialmente os que receberam ajudas estatais para superar a crise financeira- mantenham os empréstimos a juros assimiláveis pelas empresas. EFE mvs/jp

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