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CE pedirá esclarecimentos à Ryanair na questão das reservas pela internet

Bruxelas, 26 ago (EFE).- A Comissão Européia (CE) considerou ambígua a resposta da companhia aérea de baixo custo Ryanair a seu pedido de respeito às reservas feitas por agências de viagens pela internet, e pedirá novos esclarecimentos visando uma solução pacífica, disseram hoje à Agência Efe fontes comunitárias.

EFE |

A CE enviará "o mais rápido possível" um novo comunicado à empresa na qual exigirá o respeito às reservas feitas para que os consumidores não sejam vítimas das disputas entre a Ryanair e as agências, acrescentaram.

O porta-voz de Transportes na Comissão, Fabio Pirotta, informou hoje em entrevista coletiva que "recebeu uma carta" da Ryanair e que a está examinando e respondendo, mas não deu mais detalhes.

O órgão executivo da UE entrou em contato este mês com a companhia aérea irlandesa para pedir esclarecimentos sobre como estas reservas seriam canceladas, caso esta fosse a decisão da empresa.

A Ryanair respondeu com uma carta que chegou na última sexta-feira, na qual dizia que seriam respeitadas as reservas até o dia 25.

No entanto, a companhia se mostrou "ambígua" sobre o que aconteceria a partir do dia 25, por isto a CE quer um compromisso mais concreto com os passageiros, que compraram as passagens de boa fé e não têm culpa pela disputa, informam as fontes.

A Comissão Européia também busca um diálogo construtivo com a Ryanair, já que reconhece que a empresa tem o direito de exigir que suas passagens sejam compradas apenas em seu site.

Apesar disto, Bruxelas quer "uma solução amistosa" para que a companhia aérea de baixo custo aplique este direito de forma que os consumidores não sejam os prejudicados, informa a fonte comunitária.

A Ryanair, por sua vez, acusou as agências de acessarem "ilegalmente" seu site e de cobrarem "sistematicamente" valores até duas ou três vezes acima do devido.

Além disso, a companhia confirmou hoje o envio à Comissão Européia de uma resposta detalhada à pergunta feita pela entidade.

Segundo a companhia irlandesa, estas agências de viagens que operam pela internet violaram não apenas os "direitos autorais" do site Ryanair.com, mas também suas "condições de viagem e de uso".

A empresa irlandesa acusa ainda os diretores das agências de não comunicarem aos viajantes suas tarifas exatas e também não informá-los de qualquer modificação nas condições de viagem.

A companhia aérea afirma ter apresentado provas à Comissão Européia de que quatro portais de internet - Bravofly.com, Edreams.com, Volgratis.com e Wegolo.com - inflaram os preços das passagens em 200% e até 300%, sem que o usuário soubesse e fazendo como se o aumento tivesse partido da própria Ryanair.

A Ryanair comunicou à CE que estas atividades "ilegais" e não "autorizadas" pelas agências causaram sérios problemas ao site da companhia aérea, fazendo com que muitos consumidores não pudessem acessar os horários e tarifas da companhia nem fazer ali mesmo diretamente suas reservas. EFE rcf/ev/fal

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