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CE confirma que Europa entrou em recessão e pede ação coordenada

Bruxelas, 3 nov (EFE).- A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) confirmou que a Europa entrou em recessão, arrastada pelo desabamento de todas as grandes economias do continente, e voltou a pedir hoje aos países que respondam à crise de maneira coordenada.

EFE |

A CE atribui a contração ao efeito da crise financeira, junto com a correção do setor imobiliário em muitos Estados-membros.

Temos pela frente "um horizonte escuro", reconheceu o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Joaquín Almunia.

O Produto Interno Bruto (PIB) da eurozona começou a se contrair no segundo trimestre de 2008 (-0,2%) e, segundo Bruxelas, voltou a diminuir no terceiro (-0,1%) e continuará caindo no quarto (-0,1%), para começar uma lenta recuperação a partir de 2009.

A CE acredita que tanto a Alemanha, quanto a França, o Reino Unido, a Itália e a Espanha entrarão em recessão este ano, fenômeno caracterizado pela contração do PIB por dois trimestres seguidos.

Em 2009, a economia ficará estagnada na Alemanha, França e Itália em comparação a 2008, e na Espanha e Reino Unido cairá (-0,2% e -1%, respectivamente).

Como resultado, no conjunto de 2008 o crescimento da eurozona será de 1,2% (contra os 2,7% em 2007), de 0,1% em 2009 e de 0,9% em 2010.

A UE também entrará em recessão este ano, com quedas da atividade de 0,1% no terceiro e no quarto trimestres, que deixarão o avanço do PIB em todo o ano em 1,4% (em comparação aos 2,9% em 2007).

Em 2009, a economia dos membros da UE crescerá apenas 0,2%, enquanto em 2010 o avanço será de 1,1%.

Almunia também ressaltou que "não se pode descartar que a crise financeira se agrave, ou que a fraqueza da economia real crie novas dificuldades", por isso que a evolução pode acabar sendo ainda pior.

O comissário destacou a "dimensão e profundidade" da crise financeira, "um elemento novo que não tínhamos conhecido antes" e que faz com que as previsões estejam rodeadas de incertezas.

A CE insiste em que as medidas adotadas para estabilizar os mercados financeiros começaram a surtir efeito, mas ressalta que a situação "continua sendo precária" e pode piorar.

A queda da atividade surtirá efeitos no mercado de trabalho, com uma desaceleração considerável na criação de emprego, após anos de fortes altas.

Como conseqüência, a taxa de desemprego aumentará nos próximos anos, até 8,7% na eurozona em 2010 e 8,1% na UE, em comparação aos 7,5% e 7,1%, respectivamente, no final de 2007.

Como ponto positivo, Bruxelas destaca a moderação das pressões inflacionárias, graças à queda do preço do petróleo, que espera que continue caindo, de US$ 104 em 2008 a US$ 86 em 2009.

A taxa de inflação ficaria ligeiramente acima dos 2% no final de 2010.

A CE também espera uma piora da situação orçamentária e acredita que vários Estados-membros correm o risco de ultrapassar o limite de déficit público de 3% do PIB.

Almunia afirmou que, antes de abrir procedimentos por déficit excessivo, Bruxelas avaliará se não se trata de uma situação temporária e resultado direto da conjuntura excepcional.

O investimento será o fator de crescimento que registrará a queda mais brusca, devido à fraqueza da demanda, à deterioração da confiança e aos problemas de acesso a financiamento.

O setor exterior melhorará sua contribuição para o crescimento, graças a que as exportações, favorecidas pela desvalorização do euro, subirão mais que as importações.

Apesar da incerteza generalizada e da dificuldade de fazer um diagnóstico preciso sobre o alcance da crise, Almunia ressaltou que a UE deve tomar medidas para combatê-la e, o mais importante, tem que agir de forma coordenada.

"Necessitamos de uma ação comum para ajudar a recuperação", disse Almunia. EFE epn/ab/jp

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