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CE cogita fazer concessões à reforma da Política Agrícola Comum

Bruxelas, 18 nov (EFE) - A comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, se mostrou hoje disposta a fazer concessões, embora limitadas, na reforma da Política Agrícola Comum (PAC), mas rejeitou suavizar as reduções de ajudas diretas e também não aceitou prolongar os apoios aos tabaqueiros. Na véspera da negociação final da revisão da PAC, a qual os ministros de Agricultura da Comissão Européia (CE, braço executivo da União Européia) farão amanhã, Fischer Boel manifestou em Estrasburgo, França, que há uma margem, embora limitada, para algumas das demandas nacionais. Os ministros de Agricultura iniciaram um Conselho decisivo durante o qual procurarão pactuar a reforma da PAC, mas as discussões finais ocorrerão amanhã, quando o Parlamento Europeu (PE) tiver dado sua opinião, consultiva, sobre as propostas da CE. O plenário do Parlamento Europeu realizou hoje um debate sobre a revisão, durante o qual Fischer Boel se referiu às questões mais polêmicas e apontou os aspectos nos quais, por enquanto, poderia ceder. Nas questões entre as quais se mostrou inflexível destaca-se sua intenção de elevar a redução ou suavidade das ajudas diretas, para destinar o dinheiro obtido a outras medidas no campo, em favor do desenvolvimento rural. A UE afirma que esses cortes dos subsídios, que agora é aplicado em 5%, aumentará até situá-los em 13%. No entanto, muitos países desejam suavizar as reduções.

EFE |

Por outro lado, Fischer Boel insistiu em sua recusa a prolongar até 2013 as subvenções ao setor de cigarro, que, a princípio, acabam em 2010 e, a partir de então, só se manterão em 50%, mas como pagamento por superfície, sem que o agricultor seja obrigado a produzir.

A comissária disse que estudará soluções para os tabaqueiros, mas dentro dos planos de desenvolvimento rural.

O pedido desta prorrogação, defendida por Espanha, Itália e Grécia, ganhou protagonismo diante da convocação, amanhã, de uma manifestação em Bruxelas de milhares de tabaqueiros de nove países para reivindicar que continuem os atuais subsídios ao plantio.

Além disso, Fischer Boel manteve sua idéia de suprimir as cotas de leite em 2015 e, enquanto isso, aumentar em 1% essas quotas para acostumar o setor à liberalização do mercado.

A comissária se mostrou aberta a aceitar sugestões dos eurodeputados e de alguns países para permitir períodos transitórios antes da conversão das ajudas em um "pagamento único", ou seja, uma ajuda por superfície ou exploração, sem que o agricultor seja obrigado a produzir.

Fischer Boel disse que poderia aceitar que uma parte das ajudas continue atreladas à obrigação de colher até 2012 em alguns setores, o que poderia significar um prazo transitório em arroz, frutas secas ou forragens. EFE ms/db

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