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CE admite que economia europeia sofrerá com efeitos da crise em 2009

Bruxelas, 19 jan (EFE).- A Comissão Europeia (CE, órgão executivo da Uniao Europeia) admitiu hoje que a economia do continente sofrerá com os efeitos da crise em 2009.

EFE |

Segundo os dados divulgados hoje pelo órgão, os países do bloco só voltarão a registrar crescimento econômico em 2010.

A CE informou que a deterioração da atividade econômica será acompanhada pelo aumento de déficit público (até 4% na zona do euro e de 4,4% no bloco em 2009).

Além disso, a taxa de desemprego deve subir em até 9,3% nos países que adotam o euro, e irá a 8,7% em toda a UE. Em 2010, esses níveis serão de 10,2% e 9,5%, respectivamente.

Todas as grandes economias europeias registrarão quedas da atividade este ano. No Reino Unido, ela cairá 2,8%, enquanto os níveis serão de 2,3% na Alemanha, 2% na Espanha e Itália, e 1,8% na França.

Em 2010, todos estes países terão taxas de crescimento positivas, exceto a Espanha, onde o Produto Interno Bruto (PIB) cairá 0,2%.

Bruxelas atribui a deterioração da economia a fatores como o agravamento das turbulências financeiras e desaceleração global.

A UE confia, no entanto, que o PIB voltará a ter taxas positivas em 2010, com crescimento de 0,4% na zona do euro e 0,5% em todo o bloco.

Entretanto, a desaceleração da economia foi maior do que as previsões iniciais de Bruxelas. Após as primeiras medidas dos Governos contra a crise, a UE acreditava que a contração do PIB seria de cerca de 0,75%.

Por sua vez, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Joaquín Almunia, se mostrou otimista quanto aos efeitos das medidas adotadas para estabilizar os mercados financeiros.

Almunia afirmou que está confiante de que a recuperação da economia poderá ocorrer já no segundo semestre de 2009, mas deixou claro que tudo depende da normalização do mercado de crédito.

"Se o crédito fluir para as empresas e famílias em condições melhores das que consideramos, a recuperação será mais rápida e intensa", afirmou.

"Entretanto, se o crédito não se normalizar mesmo com as medidas adotadas, os resultados poderiam ser piores", advertiu.

O impacto da crise será sentido especialmente nas finanças públicas, pela queda da atividade e também pelas grandes medidas que os Estados-membros adotaram contra a crise.

O comissário reiterou que a Comissão não vai modificar as normas de aplicação do Pacto de Estabilidade e Crescimento - que obriga os países a alcançar a estabilidade orçamentária e fixa um limite de déficit público de 3% do PIB.

Além disso, Almunia adiantou que começará a examinar a situação de cada país a partir de 18 de fevereiro.

A CE revisou para baixo suas previsões de inflação devido ao barateamento da energia e outras matérias-primas.

Bruxelas acredita que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em 2009 será de 1% na zona do euro, e de 1,2% na UE.

Já em 2010, o índice subirá até os 2% nas duas áreas. EFE epn/plc

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