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CE admite preocupação com situação de economias da Europa Oriental

Bruxelas, 18 fev (EFE).- A Comissão Europeia (CE) admitiu hoje sua preocupação com a situação crítica que enfrentam as economias da Europa Oriental e os bancos estrangeiros com presença na região e destacou sua disposição de dialogar sobre possíveis ajudas, embora tenha ressaltado as diferenças entre os diferentes países.

EFE |

Esta foi a resposta do comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, ao ser perguntado pela proposta do Governo austríaco para que a União Europeia (UE) conceda ajuda financeira aos países da Europa Oriental, membros da UE ou não, mais castigados pela crise.

Na Áustria está aumentando a preocupação com a grande exposição de suas entidades nos países do Leste do continente, como Romênia, Hungria e Ucrânia.

A agência de qualificação Moody's afirmou ontem que estuda diminuir a qualificação dos bancos com filiais na região, o que afeta entidades da Áustria, mas também de França, Itália, Bélgica, Alemanha e Suécia.

Almunia declarou hoje que compartilha a preocupação por causa da complicada situação das economias ex-soviéticas e dos bancos com presença na região, mas disse que há muitas autoridades que deveriam se envolver na questão.

Fez alusão, concretamente, aos Governos dos países atingidos, tanto de dentro como de fora da UE, aos organismos supervisores, às instituições financeiras multilaterais como o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, ao Banco Mundial e ao Banco Europeu de Investimentos, à CE e à UE.

Também destacou que as diferenças entre países que são sócios da UE, como Romênia e Bulgária, os candidatos à adesão, como Croácia, e outros como Sérvia e Ucrânia.

"Não podemos dar a todos o mesmo tipo de apoio", declarou Almunia, que afirmou que os instrumentos de assistência disponíveis são diferentes em função da vinculação à União.

A UE já concedeu créditos respectivos, em operações conjuntas com FMI, Hungria (6,5 bilhões de euros) e Letônia (3,1 bilhões de euros), para os ajudar a superar a crise financeira e aumentou de 12 para 25 bilhões de euros o limite de assistência financeira que a UE pode oferecer aos países de fora da zona do euro.

Almunia deixou claro, em qualquer caso, que da CE se "está pronto para dialogar" com os países afetados direta e indiretamente pela crise na Europa Oriental.

Além disso, o vice-primeiro-ministro tcheco, Alexander Vondra, se referiu hoje, em nome da Presidência rotativa da UE, à proposta austríaca de habilitar um pacote de ajudas - que poderia chegar a 150 bilhões de euros, segundo informações não confirmadas por Viena - para as economias do Leste. EFE epn/fal

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