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CE acredita que preços agrícolas continuarão altos a médio prazo

Bruxelas, 1º ago (EFE).- A Comissão Européia (CE) acredita que os preços dos produtos agrícolas se manterão altos a médio prazo, embora substancialmente abaixo das máximas registradas recentemente, segundo dois relatórios publicados hoje.

EFE |

Bruxelas tomou por base as perspectivas para 2017 e 2018 publicadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Instituto de Pesquisa de Políticas Agrícolas e Alimentares (FAPRI) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os relatórios respondem à preocupação surgida pelo aumento desde 2007 dos produtos agrícolas, especialmente dos alimentos, que tiveram o preço disparado no primeiro semestre de 2008.

O documento aponta que o repentino aumento dos preços já é o quinto a ser observado no mercado de cereais desde a crise do petróleo de 1973, apesar da tendência de baixa do custo dos artigos agrícolas a longo prazo.

Além disso, indica que os custos ainda permanecem, em termos reais, abaixo de seus níveis registrados durante as crises do petróleo de 1973 e 1979.

Por produtos, o relatório revela que a produção mundial de trigo se manteve abaixo da demanda nos últimos seis anos devido, por exemplo, às secas na Austrália e às colheitas ruins nos Estados Unidos.

Por outro lado, prevê que as condições meteorológicas se normalizarão e que a produção dos principais exportadores aumentará, de modo que as exportações poderiam alcançar 107 milhões de toneladas em 2017 e os preços cairiam em relação às máximas alcançadas, apesar de se manterem altas.

O aumento do consumo mundial de milho observado desde 2003 está sendo impulsionado principalmente pelas importações de países emergentes como China e México, e mais recentemente pelo uso deste cereal pelos EUA para fabricar etanol.

Segundo os cálculos, as plantações de milho continuarão se expandindo até alcançar os 163 milhões de hectares em 2018, quando é esperado que a produção esteja de acordo com a demanda, apesar de que os preços continuarão altos.

Já o consumo de arroz excedeu repetidas vezes a produção e suas reservas caíram de maneira espetacular, embora não parecesse que vão se recuperar a médio prazo já que a demanda continua aumentando de forma alinhada com o crescimento da população. EFE rja/bm/rr

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