Achei muito interessante os seus cálculos publicados na edição de 5 de abril. Ficarei grato se me ajudar a resolver o seguinte problema: com uma economia de R$ 276 mil e a esperança de viver mais 25 anos, quanto poderei sacar por mês nesse período, no caso de uma rentabilidade média real de 3% ao ano? E se ela for de 5% ao ano? Com a quantia de R$ 276 mil, para um período de 25 anos, ou 300 meses, e juros reais de 3% ao ano (já descontados a inflação e os tributos), o leitor poderá retirar o equivalente (hoje) ao valor de R$ 1.

Achei muito interessante os seus cálculos publicados na edição de 5 de abril. Ficarei grato se me ajudar a resolver o seguinte problema: com uma economia de R$ 276 mil e a esperança de viver mais 25 anos, quanto poderei sacar por mês nesse período, no caso de uma rentabilidade média real de 3% ao ano? E se ela for de 5% ao ano? Com a quantia de R$ 276 mil, para um período de 25 anos, ou 300 meses, e juros reais de 3% ao ano (já descontados a inflação e os tributos), o leitor poderá retirar o equivalente (hoje) ao valor de R$ 1.303,02 mensais. Considerando a taxa de 5% ao ano, que é equivalente, o poupador poderá sacar R$1.595,66 ao mês. Isso demonstra uma elevação de R$ 292,64 por mês. Esse exemplo é interessante para verificarmos o poder de juros compostos, a diferença de 3% a 5% ao ano possibilita a retirada de R$ 87.792,00 (300 meses x R$ 292,64) a mais no período de 25 anos. Se tiver R$ 5 milhões aplicados a uma taxa de 0,4% ou 0,5% ao mês, posso fazer uma retirada de R$ 30 mil mensais por quanto tempo? Hoje estou com 60 anos e a minha esposa com 53 anos. Para esse tema, eu tenho uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que, graças à medicina e aos avanços da vida moderna, todos nós viveremos mais e melhor. Chegaremos à velhice com mais disposição, querendo viajar, praticar esportes, enfim, aproveitar a vida de maneira melhor. A má noticia é que viveremos por mais tempo aposentados. Sendo assim, pensar na forma de viver aposentado é essencial. Para isso, temos de poupar durante o período de vida útil no campo do trabalho. Vejamos o caso do leitor que tem um bom valor poupado: R$ 5 milhões. Porém, pela sua pergunta, pode-se verificar que mantém um padrão de gasto mensal elevado. Dessa forma, essa quantia aplicada a uma taxa de 0,4% ao mês, com retiradas de R$ 30 mil, manteria a poupança por aproximadamente 279 meses, o equivalente a um pouco mais de 23 anos. Com a taxa de 0,5% ao mês, o leitor poderia contar com essa retirada por 363 meses, ou seja, um pouco mais de 30 anos. Admitindo-se as citadas condições de vida, o leitor deverá planejar o seu futuro com um pouco mais de cuidado, porque daqui a 30 anos ele estará com 90 anos e a sua esposa, com 83 anos. Muito provavelmente haverá aumento da taxa básica de juros (Selic) já em abril. Como aposentado e conservador nas minhas aplicações financeiras, pergunto: aplicar em CDB pós-fixado com 100% do CDI (a taxa de juros de referência do mercado financeiro) é recomendável neste momento? A aplicação em CDBs pós-fixados é uma alternativa interessante para quem tenha um bom planejamento financeiro, que, assim, pode aguardar o prazo de vencimento do título. Deve-se observar, também, o grau de risco representado pela instituição emissora do papel - embora os títulos de renda fixa de emissão bancária tenham, assim como a caderneta de poupança, a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de até R$ 60 mil por investidor e por instituição financeira. Sobre o rendimento do CDB ocorre a incidência de tributos e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Não há incidência de IOF para todas as aplicações acima de 29 dias, e Imposto de Renda conforme tabela de alíquotas regressivas. A remuneração do CDB com 100% do CDI é um atrativo que deixa essa aplicação mais interessante. Possuo ações da Petrobrás com recursos do FGTS e sei que posso migrar para o Fundo da Vale- FGTS. O que tenho dúvida é se, após migrar para a Vale, posso voltar para a Petrobrás. Se sim, por quantas vezes posso migrar de um fundo para outro? O leitor tem razão quando diz que há a possibilidade de migração de um fundo mútuo de privatização para outro. O regulamento, tanto dos fundos Petrobrás quanto os da mineradora Vale, em seu capítulo "Do Resgate e Transferibilidade das Cotas", estabelece que "após o período de seis meses da data da integralização de cada cota, para transferência total ou parcial do investimento para outro Fundo Mútuo de Privatização - FGTS ou para um Clube de Investimento - FGTS". Isso está de acordo com as leis relativas ao Programa Nacional de Desestatização. A leitura do texto legal leva à interpretação de que, respeitado o prazo legal de seis meses, o cotista pode transferir o seu investimento de um fundo para outro. Não há menção de limites para o número de transferências. Ocorre que as informações obtidas nas agências da Caixa são confusas. No entanto, consultando a Central de Atendimento ao Cotista (0800 726 0101), pudemos confirmar a portabilidade entre os fundos. Segundo as informações da Central, basta comparecer na agência com a documentação. No entanto, não houve resposta sobre se há alguma restrição de retorno ao fundo originalmente aplicado.

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