Apesar do agravamento da crise mundial, o governo do Estado de São Paulo manteve a decisão de licitar amanhã os cinco lotes de rodovias estaduais incluídos no programa de desestatização no ano passado. Por enquanto, confirmaram presença na disputa as empresas CCR e Triunfo Participações.

A espanhola OHL, vencedora de cinco lotes de estradas federais leiloadas em 2007, e a EcoRodovias, detentora de malha no sul do País, ainda não declararam se participarão. Outros investidores ainda aguardavam ontem à tarde posição de bancos sobre financiamento.

No total, serão licitados 1.715 quilômetros (km) de rodovias, como a Marechal Rondon, Dom Pedro I, Raposo Tavares, Ayrton Senna e Carvalho Pinto. Vencerá a disputa quem oferecer o menor pedágio para o consumidor. De acordo com o edital, os lances serão feitos com base no preço-teto de R$ 0,077078 por km para trechos de pista simples e R$ 0,107910 para os de pista dupla.

O valor da outorga será fixo, de R$ 3,498 bilhões, sendo 20% pagos antes da assinatura do contrato e o restante, em 18 meses. A Nossa Caixa abrirá linha de R$ 759 milhões para financiar os vencedores referente aos 20% do valor da outorga a ser pago imediatamente. O restante terá de ser financiado por outros bancos.

"O custo e as garantias estão muito altas", afirma Francinett Vidigal Jr., presidente VAE Consultores, que estrutura a proposta de um investidor.

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