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CCDI volta ao lucro no quarto trimestre de 2009

SÃO PAULO - A incorporadora imobiliária Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) fechou o quarto trimestre de 2009 com lucro de R$ 102,2 milhões, revertendo o prejuízo do mesmo período de 2008, de R$ 12,5 milhões. Em todo o ano passado, o ganho líquido da empresa somou R$ 58 milhões, uma alta de 12,1% perante os R$ 51,8 milhões acumulados em 2008.

Valor Online |

A receita líquida da companhia no trimestre subiu 45,8% perante o ano anterior, para R$ 167 milhões, mas caiu 6,5% no acumulado do ano, totalizando R$ 514,4 milhões.

As vendas contratadas consolidadas dos empreendimentos em que a CCDI participa caíram 14,1% no trimestre, para R$ 185 milhões. Essa queda reflete, segundo a companhia, a " baixa disponibilidade de produtos do segmento de baixa renda " e o fato de os lançamentos terem ocorrido no final do período.

Em todo o ano de 2009, as vendas contratadas recuaram 26,4% ante 2008, para R$ 673 milhões. Das unidades vendidas, 57,2% foram do segmento de baixa renda ou econômico (até R$ 200 mil), 24,5% foram do segmento médio (de R$ 200 mil a R$ 350 mil), e 18,2% foram de outros segmentos.

O desempenho da empresa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 130,8 milhões no quarto trimestre, ante resultado negativo de R$ 7,5 milhões em igual período do ano passado. Em 2009 completo, o Ebitda somou R$ 101,2 milhões, valor 72,7% superior ao de 2008.

Em seu relatório de resultados, a empresa diz que 2009 foi um ano de recuperação. No primeiro trimestre, a situação da oferta de crédito começou a se estabilizar, após a crise do final de 2008, ao mesmo tempo em que a demanda recomeçou a crescer. Nesse período, a aposta da Camargo Corrêa foi a oferta de imóveis em estoque. No segundo trimestre, a empresa lançou projetos voltados ao mercado de baixa renda, sob o incentivo do programa "Minha Casa, Minha Vida".

O terceiro trimestre, afirma a empresa, foi um período de redefinição estratégica, que colocou os focos de atuação na baixa renda (por meio da subsidiária integral HM Engenharia), na retomada do segmento tradicional e no plano de lançar pelo menos uma laje corporativa de alto padrão por ano. Tais redefinições provocaram baixas contábeis do valor de alguns projetos. No quarto trimestre, a empresa retomou seus lançamentos, com um projeto em Curitiba (PR), quatro na cidade de São Paulo e um no interior paulista (da HM Engenharia).

(Paula Cleto | Valor)

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