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Categoria desafia corte do salário e mantém greve

Os funcionários dos Correios decidiram ontem manter a paralisação da categoria, que, segundo o sindicato, ganhou forças e já tem adesão de 60% dos trabalhadores em São Paulo. Os carteiros afirmam que continuarão de braços cruzados até a empresa acertar o pagamento do adicional de risco.

Agência Estado |

O sindicato alega que os funcionários não estão preocupados com um possível desconto dos dias parados. Segundo a entidade, a empresa sempre ameaça reduzir o salário dos trabalhadores nas paralisações, mas isso acaba sendo negociado e o corte nunca ocorre.

A principal crítica da categoria refere-se ao adicional de risco. No ano passado, os Correios comprometeram-se a criar um benefício de periculosidade. Em caráter emergencial e provisório, a empresa pagou a todos os carteiros o equivalente a 30% dos salários, por seis meses. Agora, foi criado um benefício permanente. Esse valor fixo, de R$ 260, é pago a 53 mil trabalhadores em todo o País. Esse benefício foi depositado pela primeira vez na segunda-feira. Os servidores, no entanto, exigem que o abono mensal de 30% seja retomado, de forma permanente. Eles alegam que os R$ 260 só beneficiam trabalhadores com pouco tempo de empresa.

Cerca de 28 milhões de objetos, entre cartas e encomendas, deixaram de ser entregues desde o início da greve, na terça-feira passada. Segundo a empresa, são entregues, em condições normais, cerca de 33 milhões de objetos diariamente.

Ontem, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, foi ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) protocolar pedido para que a greve seja declarada abusiva. Segundo ele, a paralisação desrespeita a população. O Tribunal marcou audiência de conciliação para a próxima segunda-feira.

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