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Casas Bahia abrem primeira loja em favela

As Casas Bahia, a maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos, inauguram amanhã a sua primeira loja dentro de uma favela. A comunidade escolhida foi a de Paraisópolis, que fica na zona sul de São Paulo e é a segunda maior favela da cidade e a quinta do País.

Agência Estado |

Da compra do terreno para a construção de uma loja de dois pavimentos, com mais de 2 mil metros quadrados, até o abastecimento do ponto-de-venda com mercadorias, os investimentos superaram R$ 2 milhões. A expectativa é de que a loja fature entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por mês a partir de janeiro.

Foi o potencial de mercado que levou a rede a fincar bandeira em Paraisópolis. A favela tem uma população de 80 mil pessoas e 20 mil domicílios, a maioria das camadas de menor poder aquisitivo, com renda média mensal na faixa de R$ 600 por mês, segundo o presidente da União dos Moradores e Comerciantes de Paraisópolis, Gilson Rodrigues. O potencial de consumo de Paraisópolis equivale, para as Casas Bahia, a uma cidade de médio porte, com a vantagem de não ter grandes concorrentes instalados no local.

"Aqui não tem crise", diz Rodrigues. Segundo ele, cerca de dez caminhões das Casas Bahia circulam diariamente pela favela para entregar as mercadorias compradas pelo moradores. Além das Casas Bahia, ele conta que as Lojas Marabraz e o McDonalds o procuraram com a intenção de abrir pontos-de-venda na região. O Bradesco, que já tem uma agência na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, informa que estuda abrir uma unidade própria em Paraisópolis.

"A decisão das Casas Bahia reforça o foco da companhia na baixa renda", diz o consultor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo. Ele observa que dar acessibilidade ao consumo às classes de menor renda não é apenas oferecer condições facilitadas de crédito, mas também conveniência. "Por isso, a rede está indo até esse consumidor."

De acordo com a rede, 27 dos 50 funcionários empregados pela loja foram recrutados na comunidade. Para Gilson Rodrigues, isso reforça os laços com a população local. Na opinião de Foganholo, além disso, esse procedimento reduz os riscos de inadimplência, uma vez que existe um elo entre o vendedor e o comprador.

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