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Casa Branca revisa cláusula sobre uso de aço e ferro nacionais

WASHINGTON - A Casa Branca informou hoje que revisa a cláusula Buy American (compre produtos americanos) do plano de estímulo econômico que defende no Congresso e que causou protestos de vários aliados americanos.

EFE |

 

A cláusula proíbe a utilização de aço ou ferro proveniente do exterior nas obras de infraestrutura que estão contidas no plano de recuperação, que a Câmara de Representantes aprovou esta semana e que totaliza US$ 819 bilhões.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que "a Administração revisa essas provisões como parte do plano de estímulo".

"Este Governo entende as preocupações originadas" nos países que são parceiros comerciais, afirmou o porta-voz, que, no entanto, se negou a dizer se a Casa Branca apoia ou não a cláusula.

"Vamos esperar que a revisão termine", afirmou.

O Senado começará a debater o plano na próxima semana e, na versão manipulada pela Câmara, a cláusula "Buy American" é mais ampla e obriga todos os bens manufaturados utilizados a serem de fabricação americana.

A cláusula gerou polêmica inclusive nos Estados Unidos, onde alguns fabricantes e sindicatos expressaram seu apoio, enquanto outras companhias mais dependentes das exportações temem que suas vendas no exterior sejam prejudicadas se outros países adotarem medidas recíprocas.

A Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia) advertiu na quinta-feira os EUA de que "não ficará olhando" se o país adotar medidas protecionistas que impeçam as exportações européias ao mercado americano.

O plano de estímulo, ao qual se opõe a minoria republicana, deve destinar cerca de US$ 275 bilhões a cortes de impostos, enquanto US$ 500 bilhões seriam destinados a projetos de infraestrutura, energia, educação e novas tecnologias.

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