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Casa Branca preza esforços das montadoras, afirma porta-voz

SÃO PAULO - A administração do presidente americano Barack Obama preza os esforços das montadoras, avisou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, depois de a General Motors (GM) e Chrysler apresentarem seus planos de reestruturação, exigidos para as empresas que receberam ajuda financeira federal. Gibbs acrescentou, contudo, que será solicitado mais esforços de todos os envolvidos, como credores, fornecedores, concessionárias e executivos da indústria automobilística, para garantir a viabilidade das empresas. Na proposta enviada ao Tesouro dos EUA, a GM contempla o fechamento de fábricas e corte de 47 mil funcionários. A Chrysler também pretende enxugar sua força de trabalho e reduzir custos fixos.

Valor Online |

Além da divulgação dessas medidas, requeridas como uma condição do empréstimo emergencial de US$ 17,4 bilhões acertado em dezembro do ano passado, as duas montadoras saíram em busca de mais verbas.

A GM, por exemplo, acredita que pode voltar ao lucro sustentável em 2011, mas avisou necessitar de US$ 22,5 bilhões a US$ 30 bilhões em socorro federal para isso. A Chrysler renovou seu pedido por mais US$ 3 bilhões em ajuda e complementou com a solicitação de US$ 2 bilhões extras para implementar seu plano de reorganização. À esta empresa, já foram concedidos US$ 4 bilhões em empréstimos federais.

Segundo o Wall Street Journal (WSJ), a GM comentou que poderia precisar de US$ 100 bilhões em financiamento do governo se entrasse no processo tradicional de concordata. Na avaliação do executivo-chefe da montadora, Rick Wagoner, os cenários de falência são "arriscados e custosos" e deveriam ser perseguidos apenas em último caso.

Em seu plano, a Chrysler alerta para a possibilidade de buscar proteção do Capítulo 11 da Lei de Falência dos EUA se não conseguir empréstimos adicionais do governo e concessões de sindicatos e credores, por exemplo.

Em teleconferência, contudo, representantes da Chrysler comentaram que a proteção contra credores não deve ser necessária para a sobrevivência da empresa, conforme matéria do WSJ.

O porta-voz da Casa Branca afirmou que levará um certo tempo a análise dos documentos das montadoras antes de o governo dar uma resposta aos pedidos, mas reiterou o compromisso de Obama em ajudar a revitalizar a indústria automobilística.

"É muito importante para nossa economia ter uma indústria automobilística forte e viável e que os carros do futuro sejam construídos na América para os americanos", salientou Gibbs.

(Valor Online, com agências internacionais)

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