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Casa Branca pode usar fundos do plano de resgate para montadoras

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira que está disposta a utilizar parte dos fundos de 700 bilhões de dólares inicialmente destinados ao sistema financeiro, para socorrer os fabricantes de automóveis americanos, após o fracasso de um plano de salvamento no Congresso.

AFP |

"Em vista da atual situação de fragilidade da economia americana, consideramos outras opções, se for necessário, inclusive o uso do programa TARP, para impedir a quebra dos fabricantes de automóveis em crise", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, referindo-se ao programa de assistência às empresas em dificuldades, inicialmente voltado para empresas do setor financeiro.

O TARP (Troubled Assets Relief Program, ou Plano de resgate dos ativos de risco) é um plano de 700 bilhões de dólares anunciado em outubro essencialmente para relançar o sistema financeiro, na esperança de promover a circulação de crédito para estimular o investimento e o consumo.

A Casa Branca era até então firmemente contrária ao uso do TARP e alegava que ele não havia sido elaborado para ajudar o setor industrial.

A Casa Branca negociou com seus adversários democratas, majoritários no Congresso, um plano que teria desbloqueado uma ajuda quase imediata de 14 bilhões de dólares para os construtores de automóveis. Estes últimos, em contrapartida, se comprometeram a elaborar daqui a 31 de março amplos planos de reestruturação para sobreviver a longo prazo.

O plano foi rejeitado quinta-feira à noite pelo Senado, uma das duas câmaras do Congresso, lançando uma ameaça de falência sobre os construtores, vítimas da crise econômica, da queda de suas vendas e de seus erros estratégicos.

O gigante General Motors advertiu que pode não estar mais em condições de honrar seus créditos até o final do ano.

"Em condições econômicas normais, preferimos que os mercados definam a sorte das empresas privadas", disse Perino.

Mais "um desabamento precipitado deste setor (automobilístico) teria conseqüências graves para nossa economia e seria irresponsável enfraquecer e desestabilizar ainda mais nossa economia neste momento", explicou.

Ela ligou, no entanto, a ajuda federal a difíceis sacrifícios de todo o mundo: "As companhias automobilísticas, seus sindicatos e todas as partes interessadas devem estar prontas a fazer concessões necessárias para garantir a sobrevivência das empresas", declarou.

lal/chl/lm

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