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Casa Branca pode usar fundos de plano de resgate para motadoras

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira que está considerando a possibilidade de usar parte dos fundos do plano de resgate financeiro, de US$ 700 bilhões, para impedir a quebra dos fabricantes de automóveis em crise, depois que os congressistas não conseguiram acordo para um projeto alternativo.

Redação com agências |

 

"Em vista da atual situação de fragilidade da economia americana, consideramos outras opções se for necessário, inclusive o uso do programa TARP, para impedir o colapso dos fabricantes de automóveis em crise", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, referindo-se ao programa de assistência às empresas em dificuldades, inicialmente voltado para empresas do setor financeiro.

A mudança na posição do governo americano mantida até agora pode ser a última chance de manter a General Motors (GM) e a Chrysler distantes de um colapso. As duas empresas disseram que precisavam dos recursos do governo para continuarem operando.

O fracasso no Senado do plano de US$ 14 bilhões para as montadoras deixou a administração George W. Bush com poucas opções a não ser usar os US$ 700 bilhões aprovados pelo Congresso em outubro para o segmento financeiro, comentou Dana Perino.

"Dado o atual estado de debilidade da economia dos Estados Unidos, estamos considerando outras opções se necessário, incluindo o uso do programa destinado a sanear ativos com problemas, para evitar um colapso das montadoras em dificuldades", comentou em nota. "Um colapso precipitado desta indústria (automobilística) pode ter impacto severo na nossa economia e seria irresponsável enfraquecer e desestabilizar mais nossa economia nesta momento", acrescentou.

O presidente Bush rejeitou inicialmente se valer dos recursos destinados ao setor financeiro para resgatar as montadoras, insistindo que a ajuda deveria vir do Congresso. O governo teve de reconsiderar sua posição à luz da rejeição pelo Senado do plano de US$ 14 bilhões em empréstimos às fabricantes de veículos.

No Departamento do Tesouro dos EUA, a porta-voz Brookly McLaughlin, avisou que há firmeza em evitar um colapso iminente das montadoras até que o Congresso reconsidere e atue para orientar a viabilidade de longo prazo da indústria em questão.

O sindicato UAW, do setor automobilístico, defendeu que o Federal Reserve (Fed) e o Tesouro evitem a quebra das montadoras usando os recursos do plano de auxílio para instituições financeiras.

(Com informações da AFP e Valor Online)

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