As alterações realizadas no pacote de resgate do sistema financeiro, depois de sua rejeição pela Câmara dos Representantes, aumentaram as chances de aprovação pelo Senado, de acordo com a Casa Branca. A votação da versão revisada do plano deve ocorrer hoje depois das 20h30 (de Brasília).

Entre as medidas incluídas pelo Senado estão a elevação do limite de depósitos garantidos pela Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) de US$ 100 mil para US$ 250 mil, além da redução de impostos. O pacote também inclui a prorrogação de créditos fiscais para empresas e para projetos de energia renovável. São mudanças adotadas com o propósito de reduzir o ceticismo de parlamentares republicanos e democratas.

Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca, disse que o pacote foi modificado "para melhorar de forma significativa as chances ser aprovado por ambas as Casas e chegar à mesa do presidente". Segundo ele, o governo acredita que a elevação do limite de depósitos garantidos pela FDIC "é uma melhora importante" com relação à versão anterior. A Casa Branca também apóia as provisões fiscais incluídas no pacote, mas pensa que elas não deveriam ser compensadas, o que pode provocar a oposição dos democratas mais conservadores em termos fiscais.

O presidente George W. Bush continua a fazer um lobby agressivo pela aprovação do plano de resgate, telefonando aos senadores e pedindo que eles selem seu apoio à medida. Fratto, que não mencionou os nomes dos congressistas que estão na lista do presidente, disse que as conversas até agora têm sido "muito positivas", com os senadores compreendendo o senso de urgência com o qual se deve enfrentar a crise.

Bush almoça hoje com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e com o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. As informações são da Dow Jones.

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