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Washington, 25 set (EFE).- As negociações sobre o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões alcançaram progressos significativos, afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

Em sua entrevista coletiva diária Perino afirmou: "Alcançamos progressos significativos, temos um marco que podemos tentar fechar.

Esperamos poder alcançá-lo rapidamente".

No entanto, Perino não quis se pronunciar sobre a possibilidade de conseguir um acordo no plano quando o presidente George W. Bush se reunir esta tarde com uma delegação do Congresso que incluirá os candidatos presidenciais, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, para tentar estabelecer um projeto de lei de consenso.

A porta-voz se limitou a afirmar que "é urgente" que seja levado adiante o plano de resgate, um dos maiores da história, e disse que tanto republicanos como democratas "são conscientes da urgência do plano".

Anteriormente, em declarações desde Clearwater, na Flórida, Obama afirmou que os líderes do Congresso conseguiram progressos em suas negociações e "parecem próximos de um acordo".

"Chegou o momento de democratas e republicanos se unirem com um espírito de cooperação em nome do povo americano", declarou o candidato antes de viajar para Washington para participar da reunião na Casa Branca.

Os deputados e a Casa Branca tentam solucionar suas diferenças em assuntos como o modo de custear o plano sem alterar os mercados e os mecanismos de supervisão da iniciativa.

Até o momento, os negociadores conseguiram firma acordos sobre um dos principais empecilhos e incluir limites às compensações para os executivos das empresas que se vejam beneficiadas pelo plano de resgate.

Os legisladores tentam chegar a um acordo antes que acabe a semana, quando o Congresso suspenderá suas atividades para preparar as eleições do dia 4 de novembro.

Na noite de ontem Bush pediu aos cidadãos e ao Congresso que apóiem o plano de resgate de seu Governo, com a advertência de que, caso contrário, o país poderia entrar em uma "longa e dolorosa recessão".

"Sem uma ação imediata do Congresso, os EUA poderiam cair em um pânico financeiro, ao qual seguiria uma situação sufocante" no país, disse Bush em mensagem de TV à nação. EFE mv/fal

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