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Casa Branca não confirma pressão de Obama sobre indústria automotiva

A Casa Branca recusou-se nesta terça-feira a confirmar informações segundo as quais o presidente eleito, Barack Obama, havia pedido ao atual, George W. Bush, conceder uma ajuda imediata às montadoras americanas, em pleno período de depressão.

AFP |

Obama havia falado na sexta-feira sobre sua preocupação com o setor automotivo americano, espinha dorsal, segundo ele, da indústria nacional, e prometeu iniciativas em relação a isso.

Ontem, durante conversas com Bush na Casa Branca, ele o pressionou a conceder ajuda federal, segundo a imprensa.

Bush teria respondido que poderia apoiar a ajuda e um novo plano de retomada econômica em geral, se os democratas no Congresso permitissem, enfim, a ratificação de um tratado de livre comércio com a Colômbia negociado por seu governo.

Nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, voltou a citar o caráter privado das primeiras discussões aprofundadas que Bush e Obama mantiveram na segunda-feira no Salão Oval, depois da vitória de Obama de 4 de novembro.

O governo Bush está, no entanto, aberto, com algumas condições, à idéia de que seja acelerada a legislação sobre a ajuda destinada às montadoras, num total de 25 bilhões de dólares, comentou Fratto.

O atual Congresso deverá se reunir na semana que vem para debater um novo plano para estimular a economia e sobre os meios de ajudar a indústria automotiva ameaçada.

"O Congresso criou um plano de empréstimos especialmente concebido para assistir aos construtores. Se o Congresso pretender acelerar o repasse de verbas já alocadas, acataremos a idéia, com a preocupação de que os recursos continuem a ser canalizados a companhias viáveis e que o contribuinte seja solidamente protegido", disse Fratto.

As montadoras receberam em setembro uma lufada de ar fresco do parlamento, sob a forma de 25 bilhões de dólares em empréstimos para ajudá-las a reorientar sua gama de modelos com menos gastos de combustível.

Mas o dinheiro demora a chegar porque é preciso regulamentar a lei que concede essa verba. Ora, o primeiro construtor americano, General Motors, acaba de admitir sua situação difícil, apelando para a ajuda federal.

Para acelerar o movimento, os democratas pedem que o setor seja habilitado a se beneficiar do plano de resgate financeiro de 700 bilhões de dólares elaborado recentemente.

lal/chv/sd

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