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Embora projete crescimento para criação de vagas, Casa Branca mantém cautela sobre o mercado de trabalho norte-americano

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Lawrence Summers, demonstrou hoje confiar que a criação de empregos nos Estados Unidos vai ganhar força, mas destacou que o país não pode se acomodar.

Em entrevista exibida pelo programa dominical "This Week", da rede de televisão "ABC", Summers disse que prevê uma tendência de alta nas estatísticas de criação de postos de trabalho, mas não descartou alguns altos e baixos no caminho.

"Não estamos na posição de nos acomodar ou estar satisfeitos" com os atuais indicadores e previsões, afirmou.

Na sexta-feira, o Departamento de Trabalho anunciou que 162 mil empregos foram criados nos EUA em março, o número mais alto dos últimos três anos, mas a taxa de desemprego se manteve em 9,7%.

Segundo Summers, "a boa notícia" é que, levando em conta os dados do primeiro trimestre do ano, os EUA estão em melhores condições do que o Governo previa para este período.

Isso "não é satisfatório", mas permitirá "avançar de maneira contínua na criação de emprego", embora lentamente, explicou Summers .

No programa "State of the Union", da "CNN", o assessor econômico do presidente americano, Barack Obama, também disse que o mercado de trabalho nos EUA está mais promissor agora do que há um ano, mas alertou que há "um caminho longo pela frente".

No entanto, Summers assegurou que a criação de mais postos para que os americanos desempregados possam voltar a trabalhar é uma prioridade para a Casa Branca.

Neste sentido, criticou os republicanos que estão obstaculizando a tramitação de uma ampliação dos seguros-desemprego, alegando que a economia americana ainda precisa de ações de emergência para impulsioná-la e voltar a situá-la nos níveis anteriores à recessão.

Neste contexto, também mencionou a reforma para regular o sistema financeiro americano, a qual Obama quer ver aprovada em duas semanas, quando o Congresso voltar de seu recesso.

"A reforma será aprovada", afirmou Summers tanto na "ABC" como na "CNN", acrescentando que a Administração Obama confia que a lei receberá "uma maioria significativa" no Senado.

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