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Depois de o presidente Barack Obama expressar indignação pelo pagamento de bônus no valor de US$ 165 milhões feito pela seguradora American International Group (AIG) a seus executivos, o governo americano reagiu. O secretário do Tesouro Timothy Geithner anunciou ontem à noite que a companhia será obrigada a devolver integralmente o valor aos contribuintes.

Sem isso, os US$ 30 bilhões que a companhia ainda tem a receber do governo como parte do pacote de ajuda não serão liberados.

"Nós vamos impor à AIG um compromisso contratual de retornar ao Tesouro a quantia referente aos prêmios já pagos", disse em carta aos líderes congressistas.

Paralelamente, o Senado americano também busca formas legais de recuperar bônus pagos a executivos de outras empresas que já receberam ajuda do governo. Entre as propostas está um imposto de 70% sobre os prêmios.

Ontem, o procurador de Nova York, Andrew Cuomo, informou que na sexta-feira a AIG distribuiu os US$ 165 milhões em bonificações a funcionários, e 73 deles receberam pelo menos US$ 1 milhão. Onze já deixaram a companhia. Desses, um recebeu US$ 4,6 milhões.

Na segunda-feira, o procurador enviou requerimentos oficiais à seguradora para que fornecesse informação relativa às compensações concedidas a funcionários de sua divisão Produtos Financeiros, cujos problemas colocaram à beira da falência a companhia matriz.

O senador Charles Grassley, principal membro republicano do Comitê de Finanças do Senado, sugeriu que os executivos da AIG deveriam renunciar ou se suicidar. "Eu me sentiria melhor se eles seguissem o exemplo japonês, se eles se apresentassem diante do povo americano e se curvassem pedindo desculpas, antes de escolher uma das opções: entregar o cargo ou se suicidar."

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