Enquanto cresce o temor quanto ao futuro da General Motors, a Casa Branca renovou hoje seu compromisso de trabalhar para reestruturar a indústria automotiva dos EUA, enquanto procura por uma eventual assistência do governo para uma série de outros setores. Não acredito que seja uma grande surpresa para muitos que a indústria automotiva esteja em crise, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

"Se você olhar os planos que foram submetidos recentemente pela GM e pela Chrysler, e para as vendas de veículos do mês passado, entenderá o nível e a profundidade da crise que envolve esse setor."

Mais cedo, a GM informou que sua auditora, a Deloitte & Touche, colocou em dúvida a viabilidade da companhia no futuro. A Delloite citou as perdas recorrentes nas operações da GM e a incapacidade de geração de fluxo de caixa suficiente para a continuidade de suas operações, entre outros motivos. A montadora disse que poderá pedir concordata se seu plano de viabilidade submetido ao Congresso dos EUA não for aprovado.

O alerta forçou a companhia a negociar melhores condições de pagamento da dívida junto a seus credores, enquanto continua a negociar com acionistas a conversão de US$ 16 bilhões de dívidas em ações.

As diretrizes orçamentárias divulgadas pela Casa Branca na semana passada incluíram US$ 250 bilhões para potenciais planos de estabilização, um volume que poderia ser usado para financiar US$ 750 bilhões em aquisições de ativos problemáticos. Embora a Casa Branca não tenha atualmente planos para usar tais recursos, Gibbs repetiu que mais dinheiro do governo poderá ser necessário para ajudar outros setores a enfrentar a recessão. "A equipe continua a avaliar o que está acontecendo e a tomar decisões em conjunto com o presidente Barack Obama. Mas não acredito haver qualquer dúvida quanto a necessitarmos de uma indústria automotiva forte neste país", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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